Células mãe podem ser chave para tratamento de um tipo de esclerose

Doença afecta afecta células nervosas do cérebro e a medula espinal

20 novembro 2002
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A utilização de células mãe embrionárias pode ajudar a encontrar uma cura para a esclerose lateral amiotrófica (ELA), asseguraram cientistas de todo o mundo reunidos em Melbourne (Austrália).
 

 

Mais de quinhentos especialistas apresentaram durante três dias as suas investigações no XIII Simpósio Internacional da Doença do Neurónio Motor, que ontem terminou.
 

 

Este tipo de esclerose afecta sete em cada mil pessoas no mundo, especialmente nos países industrializados.
 

O número de pessoas afectadas por esta doença acaba por ser muito superior, já que muitos dos familiares dos doentes com ELA têm de deixar de trabalhar para lhes prestar assistência.
 

 

A ELA é uma das principais formas da Doença do Neurónio Motor, que afecta as células nervosas do cérebro e a medula espinal.
 

 

Os neurónios motores morrem e os músculos do doente deixam de trabalhar, produzindo uma imobilidade total até a doença provocar uma paragem respiratória que conduz à morte. No entanto, o cérebro dos doentes continua sempre a funcionar na perfeição.
 

 

Ao contrário do que se pensava até agora, e segundo os cientistas australianos Garth Nicholson e Arun Aggarwal, a doença inicia-se por uma perda repentina de células nervosas, não sendo um processo que se expande ao longo dos anos.
 

 

Quanto às possíveis curas da ELA, a cientista italiana Letizia Mazzini explicou durante o simpósio como extraiu células mãe (também chamadas indiferenciadas ou estaminais) sãs do corpo de sete doentes, multiplicou-as em laboratório e reimplantou-as nas suas colunas vertebrais para substituírem as células mortas.
 

 

Os doentes não sofreram efeitos secundários relevantes e os seus corpos toleraram o transplante, o que tornou possível o estudo dos efeitos das células mãe no processo da doença e abriu as portas a uma possibilidade futura de sobrevivência e melhoria da qualidade de vida dos pacientes.
 

 

É precisamente a escassa qualidade de vida destes pacientes que faz com que, na Holanda, 20 por cento dos doentes com ELA optem pela eutanásia ou suicídio assistido, segundo dados revelados por uma equipa de cientistas holandeses.
 

 

Fonte: Lusa
 

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