Células imunitárias podem ajudar a combater a obesidade?

Estudo publicado na revista “Immunity”

18 setembro 2015
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Já há muito que se sabe que a adoção de um estilo de vida saudável e os genes “bons” ajudam a prevenir a obesidade. Agora, um novo estudo publicado na revista “Immunity” apurou que determinadas células do sistema imunitário podem também desempenhar um papel importante.
 
Nos últimos anos a comunidade científica tem vindo a dar cada vez mais atenção à relação entre o metabolismo e o sistema imunitário. Estudos anteriores demonstraram que determinadas células imunitárias ajudam a controlar a libertação ou armazenamento de energia do tecido adiposo. Adicionalmente, as células do tecido adiposo produzem várias moléculas inflamatórias que podem afetar o equilíbrio estabelecido pelo sistema imunitário. Com base nisto, alguns especialistas consideram a obesidade uma doença autoimune e inflamatória.
 
Ao estudarem os mecanismos imunológicos que estão na base do controlo metabólico do tecido adiposo, os investigadores do Instituto de Ciências de Weizmann, em Israel, descobriram que os ratinhos desprovidos de determinadas células do sistema imunitário, as células dendríticas, que libertam uma molécula tóxica conhecida como perforina aumentavam progressivamente de peso e apresentavam características da síndrome metabólica.
 
O estudo apurou que estes animais tinham também uma população de linfócitos T alterada no tecido adiposo. A depleção deste tipo de células impediu o aumento de peso e o desenvolvimento de alterações metabólicas nos ratinhos que não tinham as células dendríticas produtoras de perforina.
 
Os ratinhos sem estas células dendríticas reguladoras eram também mais suscetíveis de desenvolver outras formas de autoimunidade, com sintomas similares aos encontrados na esclerose múltipla. 
 
Os achados deste estudo sugerem que uma das funções das células dendríticas é a remoção de linfócitos T potencialmente autoimunes, o que conduz a uma diminuição da inflamação. 
 
De acordo com os investigadores, este estudo indica que as células dendríticas que expressam a perforina são importantes na proteção contra a síndrome metabólica e autoimunidade. Desta forma a alteração da quantidade deste tipo de células relativamente a outras populações de células imunitárias pode ajudar a impedir estas condições.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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