Células imunitárias: nova proteína descoberta

Estudo publicado no “Journal of Experimental Medicine”

12 outubro 2015
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Investigadores alemães identificaram uma nova proteína, a Kidins220/ARMS, num tipo de células imunitárias, os linfócitos B, dá conta um estudo publicado no “Journal of Experimental Medicine”.
 
Os investigadores da Universidade de Freiburg, na Alemanha, também apuraram que esta proteína desempenha um papel decisivo na produção de anticorpos e formação dos linfócitos B.
 
Estudos anteriores já tinham apurado que a Kidins220/ARMS estava presente nas células nervosas e nos linfócitos T. Contudo, a sua presença nos linfócitos B era desconhecida. “Descobrimos um novo interveniente molecular no sistema imunológico”, referiu, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, Wolfgang Schamel.
 
Os linfócitos B, também conhecidos por células B, são as únicas células capazes de produzir anticorpos, que são necessários para o sistema imunitário combater agentes invasores, como os patogénicos, de forma a proteger o organismo. Na superfície das células B existem recetores que ativam os linfócitos B quando um antigénio (moléculas estranhas ao organismo) se liga aos recetores. 
 
Os investigadores descobriram que a Kidins220/ARMS interage com os recetores das células B e afeta a via de sinalização, desde o recetor até ao interior da célula. Na ausência da Kidins220/ARMS, a capacidade de o recetor enviar sinais fica limitada. Como resultado, as células B produzem menos anticorpos e o sistema imunológico fica enfraquecido.
 
O estudo apurou ainda que a Kidins220/ARMS era também importante para a formação das células B. Em ratinhos incapazes de produzir esta proteína, as células B desenvolvem-se de uma forma que as torna menos funcionais que as células de um sistema imunológico saudável. Isto acontece porque as células B dependem dos sinais do recetor e do pré-recetor das células B, que é a versão precoce do recetor, nos vários estadios do seu desenvolvimento. Desta forma, uma deficiência na Kidins220/ARMS impede o desenvolvimento das células B. 
 
Os autores do estudo concluem que estes dados podem ajudar no desenvolvimento futuro de fármacos para doenças autoimunes ou outras doenças.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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