Células imunitárias atuam em conjunto

Estudo publicado na revista “Science”

09 setembro 2015
  |  Partilhar:
Tal como as aves voam em bando para conservar energia ou as colónias de formigas que criam ninhos complexos para proteger a sua rainha, as células imunitárias adotam um comportamento coordenado para eliminar vírus, como o da gripe, dá conta um estudo publicado na revista “Science”.
 
Neste estudo, os investigadores da Escola de Medicina da Universidade Rochester, nos EUA, perceberam, pela primeira vez, como as células imunitárias trabalham conjuntamente para atingir o destino final, o local de dano ou infeção.
 
Os vírus e as bactérias podem propagar-se em vários locais do organismo, como pulmões, garganta, pele, estômago, etc. A questão é como as células imunitárias, especificamente aquelas que são responsáveis por matar organismos invasores, sabem para onde se devem dirigir.
 
Os investigadores descobriram que a chave para esta questão está num tipo de células imunitárias, conhecidas por neutrófilos, que chegam uma hora após a infeção, deixando um rasto químico atrás delas. As células imunitárias denominadas células T assassinas utilizam este rasto para encontrar o local de dano e destruir, posteriormente, o organismo invasor.
 
O estudo apurou que na ausência dos neutrófilos, os linfócitos T não eram capazes de encontrar tão rapidamente ou facilmente o local da lesão. Verificou-se que estas células ficavam mais dispersas, poucas chegavam ao local da lesão e as que conseguiam eram menos eficazes a combater a infeção.
 
“Conhecer como as células imunitárias colaboram para chegar ao local da infeção poderá fornecer novas vias de controlo e melhorar as respostas do organismo a todos os tipos de doença”, revelou, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, David J. Topham.
 
Os autores do estudo explicam que, nomeadamente nos indivíduos com doenças autoimunes, como a esclerose múltipla e lúpus, o sistema imunológico ataca erradamente e destrói os tecidos saudáveis. Se os investigadores compreenderem como interromper ou impedir o movimento das células imunitárias para os tecidos saudáveis, poderão ser capazes de melhorar a qualidade de vida das pessoas afetadas por estas doenças devastadoras.
 
Do mesmo modo, saber como aumentar o número de células imunitárias que viajam para combater uma infeção poderá ajudar os investigadores a conceber melhores vacinas para combater a gripe.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.