Células imunes promovem inflamação alérgica

Estudo publicado na revista “Nature Medicine”

24 julho 2013
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Investigadores americanos demonstraram que um tipo de células imunitárias raras e as reações específicas a alimentos se associam para causar esofagite eosinofílica, um achado que pode conduzir a um tratamento da inflamação associada a esta doença, dá conta um estudo publicado na revista “Nature Medicine”.
 

A esofagite eosinofílica (EoE), uma doença que afeta crianças e adultos, é causada pela resposta inflamatória despoletada por determinados alimentos, incluindo ovos, nozes, leite, trigo e soja. A inflamação do esófago observada neste tipo de pacientes pode eventualmente conduzir à disfunção esofágica debilitante causando dificuldade na deglutição e fibrose esofágica. As opções de tratamento para a EoE, que incluem a adesão a dietas restritas, não são específicas para esta condição e prejudicam o estilo de vida dos pacientes.
 

A presença de um elevado número de células imunes no esófago dos pacientes com EoE sugere que o sistema imunológico contribui para a patogénese desta doença. Estudos anteriores encontraram mutações genéticas num gene que codifica a linfopoietina estromal tímica. Foi verificado que esta proteína, produzida pelas células epiteliais do esófago e que controla a atividade de várias células imunitárias, estava altamente associada com a EoE nas crianças.
 

Estes resultados sugeriram que esta proteína desempenha um papel importante no desenvolvimento desta doença. Neste estudo os investigadores da Universidade da Pensilvânia e do Hospital Pediátrico de Filadelfia, nos EUA, identificaram o mecanismo através do qual a linfopoietina estromal tímica poderá contribuir para o aparecimento da EoE.
 

Através de um modelo animal desenvolvido para estudar esta doença, foi verificado que a sensibilização à proteína do ovo e amendoim, associada a níveis elevados da proteína, conduzia à mobilização de um tipo de células imunes raras, os basófilos. Este tipo de resposta foi também encontrado nos tecidos de biópsias do esófago de pacientes com EoE.
 

De acordo com os investigadores, os resultados obtidos, tanto nos ensaios realizados em animais, como nos humanos, sugerem que a linfopoietina estromal tímica e os basófilos podem promover o desenvolvimento da inflamação no esófago em resposta aos alimentos que despoletam resposta alérgicas, ou a proteína e as células imunes poderão contribuir para a persistência da inflamação. Deste modo, estes fatores poderão potencialmente ser alvo de novas terapias para o tratamento da EoE.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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