Células estaminais vão poder preservar-se em Portugal

Primeiro laboratório português de criopreservação abre em 2006

19 julho 2005
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 A criopreservação de células estaminais (CE) do sangue do cordão umbilical será possível em Portugal já em 2006. A partir desta data já vai ser possível aos pais portugueses preservar o sangue do cordão umbilical do seu filho recém-nascido no nosso país. Esta prática, cada vez mais comum, que poderá salvar a vida das crianças ou familiares, em casos de doenças graves como por exemplo leucemia, é efectuada em Portugal, mas as amostras do sangue são, por enquanto, preservadas em laboratórios no estrangeiro. A nova unidade de Biomedicina vai representar um investimento de um milhão de euros em infra-estruturas e tecnologia de ponta com o objectivo de permitir a criopreservação de CE do sangue do cordão umbilical, bem como o desenvolvimento da investigação médico-científica nesta área e vai localizar-se em Cantanhede. A empresa responsável pelo primeiro laboratório desta natureza em território nacional é a Crioestaminal, que já é uma das empresas a efectuar as recolhas, mas trabalha em parceria com uma empresa na Bélgica, a Cryo-Save, para onde o sangue recolhido é enviado e preservado. “Este é um investimento forte no país e numa área que ainda está a dar os primeiros passos em território nacional. É um momento decisivo para nos aproximarmos daquilo que se faz nos EUA ou nos países do norte da Europa. Não deixa de ser, no entanto, um grande desafio para uma empresa portuguesa que acaba de celebrar o seu segundo aniversário”, afirmou Raul Santos, Director-geral da Crioestaminal, a primeira portuguesa de biotecnologia a desenvolver projectos nesta área. Leonor Carvalho

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