Células-estaminais usadas para reparar traqueias de cordeiros

Experiência abre caminho a experiências em humanos

20 março 2006
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Cientistas norte-americanos conseguiram usar células-estaminais de líquido amniótico para reparar defeitos nas traqueias de fetos de cordeiros ainda no útero.
 

 

A equipa do Children’s Hospital Boston usou células-estaminais para produzir fragmentos de cartilagem que foram implantados nos cordeiros. Os cientistas escolheram trabalhar com cordeiros porque crescem rapidamente e têm um tamanho semelhante aos bebés humanos.
 

 

Para construir o novo tecido, usaram uma pequena quantidade de células-estaminais do líquido amniótico. As células usadas na experiência foram cultivadas em laboratório, inseridas em tubos bio-degradáveis e expostas a factores de crescimento para estimulá-las a se diferenciar em tecido de cartilagem. Quando os enxertos se desenvolveram, foram aplicados para reconstruir traqueias defeituosas em sete fetos de cordeiros.
 

 

Cinco dos animais sobreviveram à operação e todos foram capazes de respirar espontaneamente ao nascimento – quatro deles sem qualquer sinal de sofrimento respiratório.
 

 

Dario Fauza, coordenador do estudo, explicou à imprensa internacional que a traqueia não é usada antes do nascimento, por isso, essa é a melhor altura para fazer reparos. Além disso, usar células-estaminais do próprio corpo para fabricar um enxerto reduz o risco de rejeição. Os defeitos na traqueia são raros em humanos, mas trazem perigo de morte, exigindo cirurgias imediatas para reduzir o risco de complicações neurológicas.
 

 

MNI- Médicos na Internet
 

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