Células estaminais poderão reverter efeitos da degenerescência macular da idade

Estudo publicado no “Stem Cells”

16 abril 2015
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Uma injeção de células estaminais no olho poderá em breve reverter os efeitos da degenerescência macular da idade (DMI) em fase inicial, revelam os cientistas do Instituto de Medicina Regenerativa Cedars-Sinai, nos EUA.
 
A degenerescência macular da idade é uma doença que ocorre quando a mácula, parte central da retina (nervo sensível à luz que se encontra na parte posterior do olho), se deteriora. Esta doença é a principal causa de perda de visão em pessoas com mais de 65 anos de idade e é provocada por fatores ambientais, envelhecimento e predisposição genética.
 
Para o estudo, os investigadores do Cedars-Sinai converteram células adultas da pele de humanos em células estaminais pluripotentes induzidas (iPSC, sigla inglesa) que se podem expandir indefinidamente e transformar em qualquer tipo de célula do organismo humano. De seguida, as iPSC foram orientadas para se transformarem em células neurais progenitoras, conhecidas como células estaminais neurais progenitoras induzidas (iNPCS, sigla em inglês).
 
Os cientistas injetaram as iNPCS, nos olhos dos ratinhos. Verificou-se então uma migração de células saudáveis à volta da retina, formando uma camada protetora que evitou a degenerescência de células da retina fundamentais para a visão.
 
Este tratamento permitiu a preservação da visão nos ratinhos durante 130 dias, o correspondente a 16 anos em humanos.
 
Nas palavras do autor principal do estudo, Shaomei Wang, “este é o primeiro estudo a demonstrar a preservação da visão após uma única injeção de células humanas adultas derivadas num modelo de ratinho com degenerescência macular da idade”.
 
Segundo os cientistas, as iNPCS constituem uma nova fonte de células adultas derivadas que produzem efeitos significativos na redução da perda de visão associada à degenerescência macular.
 
Apesar de ainda ser necessário reunir mais dados pré-clínicos, os investigadores estão confiantes de que em breve poderão utilizar células estaminais derivadas de células adultas para tratamentos personalizados nestas e noutras doenças.
 
A próxima etapa consistirá num teste à eficácia e segurança da injeção de células estaminais em estudos animais pré-clínicos para recolher mais informação que possa ser utilizada no desenvolvimento de fármacos. Daí em diante, poderão ser realizados testes clínicos de forma a testar os potenciais benefícios na degenerescência macular da idade em fases mais avançadas da doença.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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