Células estaminais podem reverter osteoporose?

Estudo publicado na revista “Stem Cells Trans Med”

22 março 2016
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Uma injeção de células estaminais poderá um dia ajudar a restaurar a estrutura óssea dos indivíduos com osteoporose associada à idade, sugere um estudo publicado na revista “Stem Cells Trans Med”.
 
A osteoporose afeta mais de duzentos milhões de pessoas no mundo. Contrariamente à osteoporose pós-menopausa (tipo I), os homens e as mulheres são igualmente suscetíveis de desenvolver a osteoporose associada à idade (tipo II). 
 
Nesta forma de osteoporose, a estrutura interna do osso diminui, o osso fica mais fino, menos denso, e perde a sua função. Esta doença crónica é, anualmente, responsável por quase cerca de nove milhões de fraturas em todo o mundo. As fraturas da bacia, umas das mais comuns para aqueles que sofrem da osteoporose tipo II, conduz a uma diminuição clara da mobilidade e, para alguns, pode ser mortal.
 
Os investigadores da Universidade de Toronto, no Canadá, já tinham demonstrado que havia um efeito causal entre o desenvolvimento da osteoporose tipo II em ratinhos e a presença de células estaminais mesenquimais em baixo número ou defeituosas.
 
Com base nestes resultados, os investigadores decidiram averiguar se o transplante de células estaminais mesenquimais poderia ser capaz de impedir ou tratar a osteoporose. Neste estudo, foram injetadas células estaminais mesenquimais de animais saudáveis em ratinhos com osteoporose. As células estaminais são células "progenitoras", capazes de se dividir e diferenciar em qualquer tipo de células do organismo. Adicionalmente, as células estaminais mesenquimais têm a vantagem de poderem ser transplantadas de uma pessoa para outra, sem a necessidade de haver compatibilidade, não sendo por isso rejeitadas.
 
O estudo apurou que após seis meses da injeção deste tipo de células nos ratinhos, os ossos com osteoporose transformaram-se em ossos saudáveis e funcionais. 
 
“Esperávamos um aumento geral na saúde óssea. Contudo, a grande surpresa foi descobrir que a requintada arquitetura da estrutura óssea dos animais injetados, que fica muito comprometida na osteoporose, foi restaurada”, revelou, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, John E. Davies.
 
Na opinião dos investigadores, este estudo poderá revolucionar o tratamento ou mesmo adiar indefinidamente o aparecimento da osteoporose. Atualmente existe apenas uma terapia disponível comercialmente para a osteoporose de tipo II, um fármaco que mantem a eficácia ao longo de apenas dois anos.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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