Células estaminais podem reparar defeitos ósseos

Estudo publicado no "Tissue Engineering"

01 março 2010
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As células estaminais do sangue do cordão umbilical podem ser utilizadas na reparação de defeitos ósseos causados por traumatismos, infecções, tumores ou malformações congénitas, demonstrou um estudo publicado no "Tissue Engineering".

 

Em declarações à agência Lusa, Rui L. Reis, da Universidade do Minho, director do grupo 3B´s e do Instituto Europeu de Excelência em Engenharia de Tecidos e Medicina Regenerativa e um dos membros do corpo editorial da publicação, afirmou que o estudo teve como objectivo testar "a capacidade de diferenciação osteogénica (em células ósseas) e de formação de osso".

 

Num estudo realizado pelo laboratório do Shanghai 9th People's Hospital, na China, e liderado por Yilin Cao, a diferenciação foi feita "a partir de células estaminais mesenquimais de sangue do cordão umbilical, um tipo de célula que se pode transformar, por exemplo, em osso, cartilagem ou gordura".

 

"Os resultados provam o que eu e outros investigadores temos dito: há que olhar para o futuro e não só para as actuais aplicações das células do cordão umbilical no tratamento de doenças sanguíneas, ao pensar na criopreservação", acrescentou o investigador.

 

Rui L. Reis relembrou que o laboratório do Instituto que dirige, sedeado no Avepark, em Guimarães, e que é líder europeu na área de engenharia de tecidos ósseos, "chegou a resultados semelhantes aos destes conceituados investigadores chineses com quem até colabora".

 

"Temos obtido, e publicado, excelentes resultados com suportes de origem natural e células estaminais de diversas origens, nomeadamente do cordão umbilical, gordura e fluidos amnióticos", revelou.

 

De acordo com o investigador, os estudos demonstram que "há no cordão não só células hematopoiéticas, mas também, como aqui foram estudadas, células mesenquimais (células multipotentes que são abundantes nos tecidos conectivos e se podem diferenciar em diversos tecidos) com um enorme potencial".

 

“Num futuro próximo, como sempre afirmei, estas células não servirão só para tratar síndromes e deficiências ligadas a doenças sanguíneas, mas também para regenerar tecidos, curar diversas patologias e solucionar situações traumáticas", concluiu.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

 

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