Células estaminais extraídas da pele de pacientes ajudam a tratar transtorno bipolar

Estudo da University of Michigan

19 setembro 2011
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Um novo estudo levado a cabo na University of Michigan, EUA, oferece a oportunidade para conhecer  mais a fundo as bases genéticas e biológicas por trás desse grave transtorno de humor.

 

Células estaminais retiradas da pele de adultos com distúrbio bipolar mostraram ter potencial para desvendar os segredos biológicos por trás da doença e desenvolver tratamentos para a doença bipolar. Os cientistas acreditam que serão capazes de avançar com novas descobertas, desde como a expressão do gene é afectada por diferentes medicamentos, aos dados clínicos e demográficos dos dadores das células estaminais que fazem parte da amostragem.

 

"Actualmente, os melhores tratamentos para o distúrbio bipolar são eficazes apenas entre 30% e 50% dos pacientes. As novas descobertas nessa área têm sido limitadas, devido, em parte, à falta de acesso a tecidos e células de indivíduos com a patologia", explicou o professor Melvin McInnis da University of Michigan Medical School, citado pelo www.uofmhealth.org.

 

As novas linhas celulares foram fabricadas a partir de fibroblastos da pele retirados de amostras da pele doadas por voluntários adultos com e sem a patologia. No laboratório, os cientistas manipularam essas células para que elas se comportem como células estaminais pluripotentes induzidas (células capazes de  se transformarem em diferentes tipos de células do corpo).

 

"Vamos conseguir ver se existem diferenças na forma como os neurónios de uma pessoa com distúrbio bipolar fazem as conexões, determinar como eles respondem aos diferentes medicamentos e explorar as deficiências potenciais em vias de sinalização", disse Sue O'Shea, professor de biologia celular e do desenvolvimento da universidade, adiantando que o objectivo é desenvolver 30 linhas de células. Até agora, foram criadas cinco.

 

"Muitas vezes pensamos que as células estaminais poderiam ser utilizadas em terapias para tratar o distúrbio bipolar, mas este é um grande exemplo da utilidade do estudo das células estaminais em pessoas com a doença. As células estaminais pluripotentes induzidas renovam-se, por isso são uma fonte ilimitada de material, oferecendo uma esperança para pessoas com essa patologia", adiantou O'Shea.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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