Células estaminais explicam agressividade do Cancro do Pâncreas

Trabalho publicado no Cancer Research

22 fevereiro 2007
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Cientistas da University of Michigan, EUA, procuraram compreender os mecanismos biológicos que tornam uns cancros mais mortíferos que outros, e nessa busca começaram a identificar as células estaminais do Cancro do Pâncreas.
 

 

O que torna o Cancro do Pâncreas tão agressivo - e rapidamente mortal - podem ser as células estaminais identificadas pela primeira vez por uma equipa de cientistas liderada por Diane Simeone.
 

 

Uma centena de células estaminais do Cancro do Pâncreas chega para produzir cancro, quando transplantadas para ratinhos, diz a equipa num artigo publicado na revista Cancer Research.
 

 

E, se tivessem uma determinada proteína à superfície, estas células são 100 vezes mais capazes de desencadear um tumor do que outras células provenientes de um Cancro no Pâncreas “normal”, explica um comunicado de imprensa da universidade.
 

 

O Cancro do Pâncreas é muito agressivo: rapidamente forma metástases, espalhando-se para outras zonas e é tido como um dos potencialmente mais mortais. Apenas 3% dos doentes conseguem sobreviver cinco anos depois do diagnóstico, refere Diane Simeone.
 

 

"As células que isolámos são muito diferentes de 99% dos milhões de outras células que se encontram num tumor do pâncreas humano. E não parecem ser atingidas pelos tratamentos normais, como a Quimioterapia e a Radioterapia", explicou Simeone, citada no comunicado de imprensa.
 

 

A ideia a explorar agora é a de desenvolver um fármaco que tenha por alvo específico estas células e que não interfira com as células saudáveis.
 

 

Fontes: Público e Imprensa Internacional
 

MNI- Médicos Na Internet
 

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