Células estaminais em tumores podem resistir a tratamentos

Estudo publicado na “Cell Reports”

16 março 2015
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As células estaminais presentes em tumores malignos apresentam mais perigos do que se pensava, é a conclusão de um novo estudo.
 
Os tumores cancerígenos contêm células estaminais, que têm uma capacidade extraordinária de se desenvolverem em qualquer tipo de célula. Até agora, só se havia identificado células estaminais em tumores agressivos e de crescimento rápido. No entanto uma equipa de investigadores descobriu a presença daquelas células igualmente em tumores de crescimento lento.
 
A equipa da Escola de Medicina da Universidade de Washington apurou que as células estaminais de cancro do cérebro de baixo grau eram, também, mais resistentes a fármacos anticancerosos. 
 
A comparação de células estaminais saudáveis com as células estaminais daqueles tumores permitiu aos investigadores descobrir as razões subjacentes à resistência das células ao tratamento.
 
Para o estudo foi utilizado um modelo de rato com tumores cerebrais de baixo grau neurofibromatose do tipo 1 (NF1) para identificar as células estaminais cancerígenas e demonstrar que as mesmas podiam formar tumores se fossem transplantadas para ratinhos sem cancro.
 
A NF1 afeta cerca de 1 em cada 2.500 bebés. Esta doença genética causa inúmeros problemas, como problemas de visão, tumores cerebrais, problemas de aprendizagem e comportamentais, deformidades ósseas e cardíacas.
 
Comparativamente às células estaminais cerebrais saudáveis, as células estaminais cancerígenas fizeram mais cópias de uma proteína denominada Abcg1, a qual ajuda aquelas células a sobreviverem ao stress. “Esta proteína bloqueia um sinal do interior das células que as deveria tornar mais vulneráveis ao tratamento”, explicou David H. Gutmann, professor catedrático de Neurologia e autor principal do estudo.
 
“Se conseguíssemos identificar um fármaco que neutralizasse esta proteína seria mais fácil tornar algumas células estaminais cancerígenas mais suscetíveis de serem exterminadas”, acrescentou o investigador.
 
Embora os ratinhos estudados tivessem sido preparados para modelarem gliomas óticos NF1, a equipa considera que os achados possam ser aplicados de forma mais lata, a outros tipos de tumor.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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