Células estaminais diminuem com envelhecimento e lesão cerebral

Estudo da Universidade de Coimbra publicado na “Science”

27 maio 2015
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Uma investigação da Universidade de Coimbra (UC) revela que as células estaminais neurais (CEN) diminuem no envelhecimento e nas lesões cerebrais, anunciou aquela instituição em notícia veiculada pela agência Lusa.
 
De acordo com a nota de imprensa enviada à agência Lusa, as CEN convertem-se “diretamente em neurónios, esgotando o número de células disponíveis no envelhecimento e nas lesões cerebrais”.
 
Este estudo, levado a cabo por Joana Barbosa, recém-doutorada do Programa Doutoral em Biologia Experimental e Biomedicina do Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC) da UC, comprova que “as CEN não geram continuamente neurónios ao longo do tempo, como se assume, mas apenas um número limitado”.
 
“A população de CEN é consumida aos poucos porque as células são convertidas diretamente em neurónios sem qualquer divisão”, sustenta a especialista, sublinhando que a descoberta “contradiz a visão atual de que as CEN geram neurónios novos ao mesmo tempo que mantêm a sua própria população”.
 
Ao longo de cinco anos a investigadora desenvolveu uma técnica de imagiologia in vivo, durante a sua estadia no centro de investigação alemão Helmholtz Zentrum München, que lhe permitiu estudar as CEN individuais no cérebro do peixe-zebra adulto.
 
Esta técnica permitiu-lhe verificar que “no cérebro intacto do peixe-zebra, as CEN raramente se dividem e, quando o fazem, a divisão realiza-se assimetricamente, dando origem a uma célula que produz neurónios (chamada progenitora neuronal) e a uma CEN”.
 
Contudo, “após uma lesão cerebral, as progenitoras migram para o local danificado e as CEN alteram o modo de divisão, repartindo-se simetricamente, originando duas progenitoras que aumentam, dessa forma, a produção de neurónios”, explica a especialista.
 
“A produção de neurónios após lesão resulta num decréscimo de CEN, sendo que a manutenção destas células poderá ser a chave para uma regeneração neuronal no longo termo”, conclui.
 
Na opinião de Joana Barbosa, os achados desta investigação poderão “auxiliar as tentativas de melhoria da regeneração neuronal em humanos”.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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