Células estaminais convertidas em células pulmonares funcionais

Estudo publicado na revista “Nature Biotechnology”

04 dezembro 2013
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Investigadores americanos conseguiram transformar células estaminais humanas em células pulmonares e das vias respiratórias. O estudo publicado na revista “Nature Biotechnology” poderá ajudar no rastreio de fármacos, no estudo do desenvolvimento do pulmão e gerar ainda tecido pulmonar para transplante.
 

“Os investigadores já tinham conseguido diferenciar células estaminais humanas em células cardíacas, pancreáticas, hepáticas, e nervosas, abrindo assim várias possibilidades para a medicina regenerativa. Agora conseguimos finalmente produzir células pulmonares e das vias respiratórias. Estes resultados são particularmente relevantes, uma vez que os transplantes dos pulmões têm um mau prognóstico”, referiu, um dos autores do estudo, Hans-Willem Snoeck.
 

Este estudo, levado a cabo pelos investigadores da Universidade de Columbia, nos EUA, teve por base uma descoberta de 2011, de um conjunto de fatores químicos que são capazes de transformar células embrionárias humanas em células da endoderme do intestino anterior, que são percursoras das células pulmonares e das vias respiratórias.
 

Neste estudo, os investigadores descobriram novos fatores que completam a diferenciação das células estaminais embrionárias em células epiteliais pulmonares funcionais. Foi verificado que as células resultantes expressam pelo menos seis tipos de marcadores das células epiteliais pulmonares e das vias respiratórias, nomeadamente marcadores das células epiteliais alveolares tipo 2. Estas células são importantes, uma vez que produzem uma substância fundamental para os alvéolos pulmonares, onde ocorrem as trocas gasosas e também participam na reparação do pulmão após lesões e danos.
 

Estes resultados têm implicações importantes no estudo de diversas doenças pulmonares, como a fibrose pulmonar idiopática, na qual as células do epitélio alveolar tipo 2 parecem desempenhar um papel importante. Na opinião dos investigadores, esta nova tecnologia pode ser útil no estudo desta doença ao nível molecular, e no rastreio de fármacos.
 

Os autores esperam utilizar esta tecnologia nos casos de transplante autólogo do pulmão, pois os problemas de rejeição poderiam ser evitados.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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