Células-estaminais adiposas implantadas no coração

Cirurgia pioneira realizada no Hospital Gregorio Marañón, em Madrid

07 fevereiro 2007
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Pela primeira vez na história da Medicina, foram implantadas células-estaminais adultas no coração, derivadas de tecido adiposo do abdómen do próprio paciente: um homem de 67 anos que apresentava problemas cardíacos com vários episódios de angina de peito e que já tinha sido submetido a uma cirurgia de ponte de safena e à colocação de prótese intracoronária ("stent"), mas a sua qualidade de vida continuava limitada. Em entrevista colectiva à imprensa, o chefe do serviço de Cardiologia do Hospital Gregorio Marañón, em Madrid, Francisco Fernández Avilês, disse que a intervenção foi um "marco", mas pediu prudência já que é apenas uma pesquisa “na qual temos muita confiança, mas que teremos de ver se é mais eficaz que outros tratamentos". A intervenção, realizada na terça-feira, consistiu na extracção de 300 gramas de gordura do abdómen do paciente através de Lipoaspiração. Segundo Avilês, dentro das células adultas que podem ser utilizadas para reparar tecidos em patologias cardíacas, as células estaminais mesenquimais – presentes na gordura e também na medula óssea - possuem uma maior capacidade para a reparação vascular (dado terem uma maior capacidade de multiplicação), cirurgia a que o paciente precisava ser submetido. Após ser limpa, a gordura obtida (28 milhões de células mesenquimais) foi introduzida, através de um cateter, nos pontos do coração onde era possível obter melhores resultados. Além do médico espanhol, a cirurgia foi efectuada pelo cardiologista norte-americano Emerson Perin. A operação faz parte de um estudo no qual participarão outros 36 pacientes, que ainda estão a ser seleccionados, e cuja fase clínica será desenvolvida integralmente no hospital Gregorio Marañón. A técnica poderá vir a ser utilizada em pacientes que apresentem problemas cardíacos após sofrerem de Enfarte do Miocárdio ou que possuam má irrigação e não contem com outro tratamento alternativo, uma situação que afecta 5% da população com uma doença cardíaca. Segundo o cardiologista, até se tornar uma prática rotineira, este tipo de intervenção deve demorar entre 3 e 5 anos a chegar às salas de cirurgia. MNI- Médicos Na Internet

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