Células em spray curam úlceras da perna

Resultados de ensaio publicado no “The Lancet”

21 agosto 2012
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Aplicar células de pele vivas diretamente na ferida demonstrou curar melhor úlceras venosas da perna do que os cuidados normais com compressão, revelaram os resultados de um ensaio clínico publicado no “The Lancet”.

 

As úlceras da perna são uma doença caracterizada pela muito má circulação nos membros inferiores, normalmente devido a veias e válvulas danificadas, ou a ambas, e que se desenvolvem em feridas crónicas.

 

A fase 2b do ensaio clínico testou um spray para o tratamento de úlceras venosas que contém dois tipos de células vivas: queratinócitos e fibroblastos. Pensa-se que estas células interagem com as células do paciente para facilitar a cicatrização de feridas e a regeneração de tecidos.

 

O ensaio clínico, levado a cabo pela empresa Healthpoint Biotherapeutics do Texas, EUA, e realizado em 28 centros nos EUA e Canadá, testou a eficácia de duas concentrações e frequências de administração do tratamento quando combinado com cuidados normais em úlceras venosas da perna ao longo de 12 meses.

 

Para o estudo, 228 pacientes foram selecionados para receber uma de quatro doses (5.0 x 10 milhões de células por mL a cada 7 ou 14 dias ou 0.5 x 10 milhões de células por mL a cada 7 ou 14 dias) ou a fórmula de controlo a cada 7 dias. Nem os pacientes nem os profissionais sabiam se estavam a usar o agente ativo ou o controlo.

 

Cada um dos pacientes tinha até três úlceras venosas na perna, com diagnóstico confirmado por ecografia, e em que pelo menos uma úlcera tinha entre dois a 12 centímetros quadrados de área que persistia durante quatro a 104 semanas.

 

A principal medida de sucesso foi a variação média da área da ferida no final da 12ª semana.

 

No geral, o tratamento com spray obteve melhorias estatisticamente significativas, quando comparadas com o grupo que recebeu o controlo e os cuidados normais.

 

Os efeitos adversos mais relatados, semelhantes em todos os grupos, foram úlceras de pele, celulite, infeção da ferida e irritação cutânea.

 

Os autores do estudo concluem que, com a dose apropriada, “as úlceras venosas da perna podem ser curadas com uma formulação em spray de queratinócitos neonatais alogénicos e fibroblastos sem ser necessário recorrer a engenharia de tecidos.”

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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