Células dos vasos sanguíneos ajudam tumor a escapar ao sistema imunitário

Estudo publicado no “Journal of the National Cancer Institute”

27 agosto 2015
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As células dos vasos sanguíneos dos tumores contribuem para um ambiente local que protege as células cancerígenas das células imunitárias capazes de as eliminar. O estudo publicado no “Journal of the National Cancer Institute” pode contribuir para o desenvolvimento de melhores terapias imunes.
 

As terapias anti-tumorais imunológicas, que fortalecem a capacidade do próprio organismo combater o cancro, têm atraído muita atenção nos últimos anos e alcançado taxas de sucesso interessantes, especialmente no melanoma maligno. No entanto, muitos pacientes ainda não respondem a este tipo de terapias.
 

No estudo os investigadores do Instituto Karolinska, na Suécia, constataram que os pericitos tumorais, células que fazem parte dos vasos sanguíneos dos tumores, manipulam o ambiente tumoral ajudando as células tumorais a escaparem à vigilância do sistema imunitário.
 

Os tumores são capazes de escapar ao sistema imunitário através de vários mecanismos, um dos quais envolve o recrutamento de células supressoras derivadas da linhagem mieloide (MDSC, sigla me inglês). As MDSC inibem a capacidade de os linfócitos T citotóxicos destruírem as células cancerígenas. Estudos anteriores já tinham indicado que a presença de um maior número de MDSC conduz a um pior prognóstico ou resposta do paciente à terapia. Os tumores secretam moléculas sinalizadoras como a interleuquina 6 (IL-6) que ajudam no recrutamento das MDSC. Contudo, até à data, ainda não eram conhecidos os mecanismos responsáveis pela secreção da IL-6.
 

O estudo apurou que quanto maior o número de pericitos mais “normal” era o ambiente tumoral. Por outro lado, a diminuição do número de pericitos alterava o microambiente, havendo uma maior expressão da IL-6 e um maior número de MDSC. Foi também identificado um subtipo de pacientes com cancro da mama que apresentavam poucos pericitos e um número aumentado de MDSC que estavam associadas a um pior prognóstico e a características mais agressivas do tumor.
 

“O nosso estudo sugere que o aumento do número de pericitos pode potencialmente diminuir a expressão da IL-6, o que pode melhor a atividade dos linfócitos T citotóxicos resultando num melhor efeito anti-tumoral”, conclui o líder do estudo, Guillem Genové.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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