Células do sistema imune podem combater a obesidade

Estudo publicado na revista “Immunity”

04 outubro 2012
  |  Partilhar:

Investigadores irlandeses descobriram um tipo de células do sistema imunitário que pode ajudar a combater a obesidade e a síndrome metabólica que causa a diabetes, sugere um estudo publicado na revista “Immunity”.
 

Neste estudo, que teve início em 2007, os investigadores do Trinity College, na Irlanda, focaram-se no sistema imunológico de indivíduos obesos. “Sabíamos que, em comparação com as pessoas magras, as obesas não só sofriam mais enfartes agudos do miocárdio e tinham uma maior incidência de diabetes tipo 2, como também desenvolviam mais infeções”, revelou, em comunicado de imprensa, uma das autoras do estudo, Lydia Lynch.
 

Após terem analisado amostras sanguíneas dos pacientes, os investigadores verificaram que o tecido adiposo dos indivíduos obesos apresentava uma menor quantidade de um tipo de células imunes conhecida por iNKT (do inglês, invariant natural killer T-cells). Contudo, quando os pacientes perderam peso, após terem sido submetidos a uma cirurgia bariátrica, os níveis destas células aumentarem para valores normais.
 

 

Posteriormente, os investigadores realizaram experiências em animais, de forma a averiguar se a suas teorias sobre o efeito da iNKT na regulação do tecido adiposo estavam corretas. Tal como ocorreu nos humanos, quando os animais foram submetidos a uma dieta rica em gordura e consequentemente tornaram-se obesos, o número de células iNKT diminui. Por outro lado, quando os ratinhos votaram a ter uma dieta normal, emagreceram e o número de iNKT aumentou.

De forma a averiguar qual o papel das células iNKT, foi administrado aos ratinhos, que estavam a ser submetidos a uma dieta rica em gordura, um lípido, o aGC, capaz de ativar estas células  iNKT. Os autores verificaram que a administração de uma única dose de aGC conduziu a uma melhoria do metabolismo, a uma acentuada perda de peso e à reversão da diabetes.
 

“O aGC já tem sido testado em ensaios clínicos para o tratamento de certos cancros, tendo poucos efeitos secundários em humanos. O efeito na estimulação das células iNKT na perda de peso, obesidade, doenças metabólicas, pode fornecer novas alternativas de tratamento para a obesidade e síndrome metabólico, que atinge atualmente proporções epidémicas no mundo inteiro”, conclui a investigadora.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.  
 

Partilhar:
Classificações: 1 Média: 4
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.