Células de porco podem ajudar a tratar doença de Huntington

Transplantes celulares em humanos devem começar no próximo ano

28 novembro 2005
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Células do cérebro de porcos - embaladas num derivado de algas marinhas - podem ser implantadas em cérebros humanos, a partir do próximo ano, para o tratamento da doença de Huntington - uma disfunção neurológica que desencadeia convulsões, perda do controle muscular e de memória.
 

 

Num estudo apresentado na revista New Scientist, investigadores da Living Cell Technologies, de Auckland, na Nova Zelândia, disseram ter conseguido bons resultados durante experiências com macacos.
 

 

A equipa neozelandesa fez experiências com macacos, implantando células cerebrais de porcos. Essas células têm uma função estimulante, produzindo substâncias químicas essenciais, cuja produção é reduzida em pacientes com a doença de Huntington.
 

 

Para superar o problema da rejeição cerebral, os cientistas embalaram as células numa substância derivada de algas marinhas, o que, segundo o estudo, protege as células dos ataques ao sistema imunitário.
 

 

Os cientistas efectuaram os implantes em quatro dos setes macacos que receberam toxinas para simular o problema cerebral da doença de Huntington. Um mês depois, a perda de células cerebrais era cinco vezes menor nos animais que receberam o transplante de células de suínos, em comparação com os que não foram transplantados. Dentro em breve, os testes irão prosseguir em humanos.
 

 

MNI-Médicos Na Internet
 

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