Células das mães podem permanecer nos seus filhos mais de 40 anos..

...e as dos filhos, nas mães

29 maio 2005
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Embora muitas mães e filhos já o pressintam na relação emocional que têm, a verdade é que mesmo com a separação física, ambos vão carregar uma parte um do outro. Mas não da forma que se costuma pensar.
 

 

Estudos científicos mostram que, mesmo décadas depois de uma mulher dar à luz, ela pode ter células no sangue e tecidos que os filhos lhe passaram durante a gravidez.
 

 

Igualmente, muitos adultos parecem manter células que receberam da mãe durante o tempo em que estiveram no útero. A grande pergunta agora para os cientistas é: se o facto de manter essas células estranhas é bom, mau ou indiferente para a saúde de uma pessoa.
 

 

Alguns indícios sugerem que tais células poderiam estabelecer as condições para vários tipos de doenças em que o sistema imunitário, por erro do corpo, ataca os seus próprios tecidos.
 

 

Mas, alguns cientistas suspeitam que também poderiam ser úteis, já que essas células externas são descendentes de células estaminais que se transplantaram a si mesmas, criaram raízes e começaram a produzir a «prole» encontrada décadas depois.
 

 

De qualquer modo, o que se constatou neste estudo foi uma dose muito pequena de células externas nos adultos. Um estudo, por exemplo, encontrou até 61 células sanguíneas fetais em cada porção (do tamanho de uma colher de sopa) de sangue das mulheres. «E isso é menos de uma em um milhão», explicou à Reuters J. Lee Nelson, especialista em doenças do sistema imunitário no Centro de Pesquisas Fred Hutchinson e da Universidade de Washington, em Seattle.
 

 

«Possuir uma dose muito pequena de células fetais de uma gravidez ocorrida há muito tempo é, definitivamente, bastante comum em indivíduos saudáveis», acrescentou a investigadora.
 

 

A grande maioria das mulheres que ficou grávida, inclusive as que sofreram abortos, provavelmente, possui células fetais que podem ser detectadas. E, quase um quarto dos adultos analisados apresentou células maternas na corrente sanguínea.
 

 

O fenómeno de células estranhas é chamado microquimerismo. E os cientistas que usam ferramentas genéticas para identificar tais células encontram-nas repetidamente tanto em pessoas doentes como em saudáveis.
 

 

Um estudo anterior encontrou células masculinas no sangue de uma mulher 27 anos depois de ter tido um filho. Neste estudo, liderado por Nelson, a equipa descobriu que adultos com 40 anos ainda possuíam células sanguíneas da sua mãe.
 

 

Traduzido e adaptado por:
 

Paula Pedro Martins
 

Jornalista
 

MNI-Médicos Na Internet
 

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