Células da pele poderão reduzir impacto do envelhecimento

Estudo publicado na revista “Nature”

16 dezembro 2013
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Investigadores do Reino Unido identificaram, pela primeira vez, propriedades únicas de dois tipos de células da pele que poderão conduzir ao desenvolvimento de tratamentos para a reparação da pele lesionada e diminuir o impacto do envelhecimento da função da pele, dá conta um estudo publicado na revista “Nature”.
 

Os fibroblastos são um tipo de célula que pode ser encontrada no tecido conjuntivo dos órgãos e estão envolvidas na produção de proteínas como o colagénio. Acreditava-se que todos os fibroblastos pertenciam a um mesmo tipo celular. Contudo, este estudo levado a cabo pelos investigadores do Kings College London, no Reino Unido, demonstrou que há pelo menos dois tipos de fibroblastos na pele.
 

O estudo apurou que um dos tipos de fibroblastos pode ser encontrado na camada superior do tecido conjuntivo, sendo necessário para a formação de folículos pilosos. O outro pode ser encontrado na camada inferior da pele, sendo responsável pela produção da maioria das fibras de colagénio e por iniciar a reparação da pele danificada.  
 

Os investigadores constataram que a quantidade destes fibroblastos pode ser aumentada através de sinais provenientes da epiderme e que um aumento dos fibroblastos na camada superior da pele resulta na formação de folículos pilosos durante a cicatrização de feridas. Desta forma este processo poderia conduzir a tratamentos que tenham por alvo a redução de cicatrizes.
 

“As alterações que ocorrem na espessura e composição da pele à medida que se envelhece significam que a pele envelhecida está mais propensa a lesões e demora mais tempo a curar. É possível que isto reflita uma perda de fibroblastos na camada superior da derme, sendo portanto possível restaurar a elasticidade da pele através da identificação de formas que estimulem o crescimento destas células. Este tipo de abordagem poderia também estimular o crescimento piloso e a redução das cicatrizes”, revelou, em comunicado de imprensa, a líder do estudo, Fiona Watt.
 

Pablo Colville-Nash, diretor do Programa de Medicina Regenerativa no Centro de Medicina Regenerativa do King´s College, no Reino Unido, , conclui que estes resultados são um passo importante para a compreensão de como a pele se repara após uma lesão e como este processo se torna menos eficiente à medida que se envelhece. Os achados deste estudo irão ter várias implicações no âmbito da regeneração dos tecidos e têm também o potencial de transformar a vidas dos indivíduos que sofreram queimaduras graves.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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