Células da pele humana transformadas em células estaminais

Resultados de dois estudos internacionais

23 novembro 2007
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Dois grupos de cientistas conseguiram transformar células da pele humana em células estaminais (células capazes de se transformarem em qualquer outro tipo de célula).
 

 

A notícia não é apenas uma das melhores do ano para a Medicina, como também é de extrema importância para apaziguar a acesa polémica sobre a ética subjacente ao uso de embriões humanos na pesquisa científica.
 

 

O grupo japonês, da Universidade de Kyoto, é liderado por Shinya Yamanaka e já tinha conseguido clonar ratinhos através de células da pele. O grupo norte-americano, liderado por James Thomson da University of Wisconsin, foi um dos pioneiros na pesquisa com células estaminais embrionárias. O estudo japonês vai ser publicado no dia 30 de Novembro na revista “Cell”, enquanto o trabalho norte-americano já foi apresentado na edição on-line da revista “Science”.
 

 

Nos dois casos, os cientistas usaram quatro genes inseridos nas células com a ajuda de retrovírus. No entanto, os grupos de genes usados foram diferentes: enquanto a equipa norte-americana usou pele de fetos, a japonesa conseguiu o mesmo com células adultas, de mais fácil obtenção. Depois de 12 semanas, os japoneses conseguiram transformar as células em tecido cardíaco, que batia como um pequeno coração.
 

 

As células conseguidas pelos dois grupos são denominadas iPS (Induced Pluripotent Stem) e apresentam enormes semelhanças com as células estaminais embrionárias.
 

 

De acordo com Yamanaka, existem algumas diferenças na expressão dos genes nessas células, apesar de ainda se desconhecer o real significado dessas diferenças.
 

 

Por enquanto, a nova técnica não poderá ser aplicada na Medicina, até que os investigadores descubram uma maneira de transformar as células sem usar retrovírus. Yamanaka explicou que uma das desvantagens das células estaminais embrionárias é a sua capacidade de se transformarem em células cancerosas. Segundo este cientista, no caso das células iPS, o retrovírus ainda aumenta mais esse risco. “Precisamos encontrar uma maneira de evitar os retrovírus antes da aplicação terapêutica. No entanto, as células iPS podem ser usadas para descobrir novos fármacos e em estudos toxicológicos. Para esse propósito, os retrovírus não representam um grande problema”, afirma.
 

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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