Células da pele foram diretamente convertidas em células cerebrais

Estudo publicado na revista “Neuron”

28 outubro 2014
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Investigadores americanos foram capazes de converter células humanas da pele num tipo específico de células cerebrais afetadas pela doença de Huntington, dá conta um estudo publicado na revista “Neuron”.
 

Os investigadores da Escola de Medicina da Universidade de Washington, nos EUA, produziram um tipo específico de células, denominadas neurónios espinhosos médios, que estão envolvidas no controlo do movimento. Estas são as células afetadas na doença de Huntington, que é caracterizada por movimentos involuntários e declínio cognitivo com início na meia-idade. Os pacientes com esta condição vivem cerca de 20 anos após o início dos sintomas, os quais se agravam ao longo do tempo.
 

De forma a reprogramar as células, os investigadores colocaram as células da pele num ambiente que mimetiza o das células cerebrais. Estudos anteriores, realizados pela mesma equipa de investigadores, já tinham constatado que a exposição das células da pele a pequenas moléculas de ARN, miR-9 e miR-124, conduziam à sua diferenciação em diferentes tipos de células cerebrais.
 

Posteriormente os investigadores foram ajustando os sinais químicos, expondo as células a moléculas denominadas fatores de transcrição, conhecidos por se encontrarem numa zona do cérebro onde os neurónios espinhosos médios estão presentes em abundância.
 

O estudo também envolveu testes extensivos que demonstraram que estas novas células cerebrais se assemelhavam e comportavam como os neurónios espinhosos médios nativos. Quando transplantadas no cérebro dos ratinhos, estas células apresentaram propriedades morfológicas e funcionais semelhantes às nativas.
 

Uma vez que o estudo envolveu a utilização de células da pele humana e não células de ratinhos ou células humanas num estádio inicial de desenvolvimento, os investigadores acreditam que estes resultados podem ser úteis no âmbito da medicina regenerativa. Assim, poderão ser utilizadas células da pele do paciente, que são de fácil acesso, podendo também ser evitado o problema de rejeição por parte do sistema imune.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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