Células cancerígenas: como escapam ao processo de morte celular?

Estudo publicado na revista “Cell Reports”

12 agosto 2014
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Uma equipa internacional de investigadores descobriu por que motivo algumas células malignas passam à margem do processo normal de morte celular, que ocorre quando os cromossomas são demasiado velhos para se manterem, dá conta um estudo publicado na revista “Cell Reports”.
 
Já há muito que a comunidade científica sabe que os defeitos cromossómicos que ocorrem quando as células se dividem repetidamente ao longo do tempo estão associados ao desenvolvimento do cancro. Agora, neste estudo, os investigadores da Universidade de Minnesota, nos EUA, e da Universidade de Cardiff, no Reino Unido, identificaram um gene de que as células humanas necessitam para sobreviver a este tipo de defeitos.
 
“Identificámos um gene que, à medida que a células envelhecem, parece regular se as células se tornam ou não cancerígenas. Este é um gene que nunca tinha sido anteriormente identificado, podendo ser assim um potencial alvo terapêutico importante”, revelou, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, Eric A. Hendrickson.
 
À medida que as células se dividem os seus telómeros, pequenas cápsulas proteicas que protegem as extremidades dos cromossomas, diminuem, deixando os cromossomas mais vulneráveis para se unirem entre si. Nas células saudáveis, a ocorrência deste processo nos cromossomas despoleta um sinal que faz que as células sejam destruídas. Contudo, de alguma forma, as células malignas são capazes de passar à margem desta destruição.
 
Agora, neste estudo, os investigadores identificaram um componente essencial que permite às células envelhecidas escapar à morte celular. Através de técnicas genéticas sofisticadas, os investigadores constataram que as células apenas escapam à morte quando o gene ligase 3, que está envolvido na fusão dos cromossomas, está ativo.
 
“A disfunção dos telómeros já tinha sido identificada em muitos cancros humanos e, como já tínhamos demonstrado anteriormente, os telómeros curtos podem prever os resultados dos pacientes com leucemia linfocítica crónica e, provavelmente, de outros tipos de tumores. Assim, o facto de se ter descoberto que o gene ligase 3 é necessário para este processo é de extrema importância”, conclui, o líder do estudo, de Duncan M. Baird.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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