Cegueira: no caminho de novos tratamentos?

Estudo publicado na revista “Plos ONE”

08 outubro 2014
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Investigadores do Reino Unido descobriram uma região da superfície frontal do olho que tem células estaminais específicas que podem ajudar no tratamento de condições oculares causadoras de cegueira, revela um estudo publicado na revista “PLOS ONE”.
 

O estudo refere que esta zona do olho, conhecida por limbo corneano, é uma estrutura de transição entre a córnea e a esclera, e contem células dos dois tipos.
 

Os investigadores da Universidade de Southampton, no Reino Unido, demonstraram que as células estaminais podem ser cultivadas in vitro e que, em condições adequadas, podem ser direcionadas para se comportaram como células fotorrecetoras.
 

A perda de células fotorrecetoras causa cegueira irreversível. Deste modo, os investigadores esperam que esta nova descoberta conduza a tratamentos inovadores para condições como degeneração macular associada à idade, a principal causa de cegueira no mundo.
 

“Estas células são de fácil acesso e têm uma plasticidade surpreendente, o que faz delas uma fonte celular atrativa para futuras terapias. Isto vai ajudar a evitar complicações associadas à rejeição ou contaminação, porque as células retiradas do olho vão ser de novo coladas no mesmo paciente. Contudo, é necessário desenvolver mais investigação antes de estas células serem utilizadas em pacientes”, referiu, em comunicado de imprensa, o líder do estudo, Andrew Lotery.
 

Os investigadores referem ainda que estas células existem igualmente nos olhos de humanos de idade avançada e podem ser cultivadas mesmo a partir de um limbo corneano de um indivíduo com 97 anos.
 

Os autores do estudo concluem assim que esta descoberta abre a possibilidade de novos tratamentos para as gerações mais idosas.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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