Cegos sonham com imagens
13 fevereiro 2002
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Há quatro anos, houve quem se risse e tomasse por utópica a ideia do jovem físico Hélder Bértolo de tentar verificar se existiria activação do cortex visual (na zona occipital do cérebro), nos cegos de nascença. Mas a investigadora e neurologista Teresa Paiva, que dirige a Consulta de Sono no Hospital de Santa Maria, reconheceu ali potencial, na sequência do seu anterior trabalho de investigação, e sugeriu que se utilizassem os sonhos como ferramenta de trabalho.
 

 

Não se enganou no palpite e nem sequer se surpreendeu com os resultados aparentemente surpreendentes do projecto "O sonho e a imagem em invisuais, abordagem biofísica e neurofisiológica", que ela própria coordenou e que para o jovem investigador foi tese de mestrado em biofísica.
 

 

"Havia muito pouca bibliografia sobre os sonhos dos cegos, e a que existia, defendia que se baseavam em estados emocionais, sensações tácteis e auditivas, pondo de parte sonhos com paisagens", lembra Hélder Bértolo.
 

 

A pesquisa em que os investigadores portugueses se lançaram, no início de 1998, demonstrou o contrário. Os sonhos dos cegos não só têm uma componente visual muito forte, como existe uma correlação entre os seus relatos de natureza imagética e os sinais detectados no electroencefalograma (EEG). Resultados inéditos, que o grupo publicou na literatura internacional.
 

 

Ler mais em: Diário de Notícias
 

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