Causa genética de alguns tipos de cancro da mama e ovário desvendada

Estudo publicado no “Cell”

23 julho 2015
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Investigadores do Reino Unido resolveram um mistério antigo que poderá ajudar a desvendar a causa genética de alguns tipos de cancro da mama e dos ovários, dá conta um estudo publicado na revista “Cell”.
 

Os investigadores do Instituto Francis Crick, no Reino Unido, descobriram de que forma proteínas chave podem ativar uma proteína denominada RAD51, permitindo reparar os danos no ADN responsáveis pelo cancro nas células.
 

As mulheres com os genes RAD51, BRCA1 e BRCA2 alterados encontram-se em maior risco de desenvolver cancro dos ovários e da mama. A comunidade científica já sabia como as proteínas codificadas por estes genes trabalhavam para reparar os danos no ADN e por que motivo estes genes alterados conduziam à doença.
 

Por outro lado, já se sabia que defeitos em proteínas “primas” da RAD51 também aumentavam o risco destes cancros, mas os investigadores ainda não sabiam como este processo ocorria.
 

Neste estudo, os investigadores descobriram como estas proteínas “primas” funcionavam de modo a ativar a RAD51, alterando a sua forma, o que aumentou drasticamente a sua capacidade de reparar o ADN.
 

“Estas proteínas ‘primas’ tem sido um enigma há cerca de 30 anos. Contudo, agora sabemos que elas estão no centro da reparação dos danos celulares e ajudam a impedir o desenvolvimento do cancro da mama e do ovário. Na verdade, elas têm um papel vital, tal como os conhecidos genes BRCA, na prevenção da doença”, revelou, em comunicado de imprensa, o líder do estudo, Simon Boulton.
 

“Saber como estas proteínas funcionam não tem um efeito imediato nos pacientes com cancro, mas é mais outra peça do puzzle do cancro que poderá conduzir, no futuro, a tratamentos mais eficazes”, acrescentou o investigador.
 

“Compreender os meandros do cancro é muito importante se quisermos vencer esta doença. Esta descoberta revela outra potencial brecha na armadura do cancro, que pode conduzir a tratamentos mais personalizados, que tenham em conta a composição genética dos pacientes, e ajudar a salvar mais vidas”, conclui Nell Barrie do departamento de comunicação do Cancer Research UK.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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