Casos depressivos associados ao uso das redes sociais estão a aumentar

VIII Jornadas de Saúde Mental do Centro Hospitalar Vila Nova Gaia/Espinho

14 outubro 2015
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Os casos depressivos que resultam da desilusão e deceção causadas por expectativas defraudadas do mundo virtual estão a aumentar, adverte o diretor do Serviço de Psiquiatria do Hospital Gaia/Espinho.
 
De acordo com Jorge Bouça, em declarações reproduzidas pela agência Lusa, “são cada vez mais frequentes episódios de ansiedade, depressão, stress, fenómenos de dependência e de desenvolvimento de novas perturbações associadas ao uso das novas tecnologias e do fácil acesso a redes sociais”.
 
Segundo este especialista, a perda de fronteiras entre a vida privada e pública a que se assiste nas redes sociais, através da publicação de conteúdos privados, levanta questões éticas e não só.
 
“A esfera digital e virtual tornou-se um catalisador de novas formas de voyeurismo e exibicionismo, acentuando efeitos de imitação de comportamentos autodestrutivos nas camadas mais jovens, como a automutilação e o suicídio”, alertou o médico.
 
As VIII Jornadas de Saúde Mental, organizadas pelo Centro Hospitalar Vila Nova de Gaia/Espinho (CHVNG/E) e subordinadas ao tema “A Psiquiatria e a Saúde Mental – Entre as Redes Neuronais e as Redes Sociais”, decorrem entre 15 e 16 de outubro e visam debater o impacto que as redes sociais e as novas tecnologias têm no comportamento das pessoas, assim como nas suas relações pessoais e em grupo.
 
Temas como a radicalização, a violência e o apelo a causas “purificadoras”, como o Jihadismo, serão também debatidos neste encontro.
 
Um dos assuntos abordados, ainda dentro das interações com a tecnologia, será a forma como o cérebro humano reage ao excesso de utilização da tecnologia, impedindo o descanso e tornando-se causa de stress.
 
O evento focará ainda um estudo realizado pelos profissionais do CHVNG/E que analisa a utilização dos termos do campo lexical da saúde mental nos meios de comunicação social portugueses, nomeadamente a incidência da palavra esquizofrenia, “que tem vindo a ser utilizada de forma depreciativa nos últimos 10 anos, levando a uma maior estigmatização quer do termo, quer da doença”, referiu Jorge Bouça.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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