Casos de tosse convulsa em crianças triplicaram em Portugal

Dados do relatório das Doenças de Notificação Obrigatória

03 março 2010
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A Direcção-Geral da Saúde (DGS) planeia avaliar o reforço da vacinação contra a tosse convulsa, dado o aumento do número de casos registado em crianças durante 2008.

 

Segundo dados do último relatório das Doenças de Notificação Obrigatória, citado pelo jornal “Diário de Notícias”, em 2008 foram notificados 69 casos de tosse convulsa em crianças, o triplo do ano anterior.

 

Graça Freitas, subdirectora-geral da Saúde, disse ao mesmo jornal que "a DGS está a avaliar se será necessário fazer uma dose de reforço da vacina perante o aumento de casos".

 

Para haver transmissão da infecção, a pessoa infectada com a bactéria Bordetella pertussis transmite-a através de secreções respiratórias, nomeadamente quando tosse.

 

Contudo, muitas das pessoas que são portadoras da bactéria têm sintomas ligeiros, tais como tosse seca, mas como não apresentam gravidade não procuram um especialista e continuam a propagar a bactéria. O maior perigo reside no contágio que poderão fazer aos bebés com menos de seis meses, dado que só nessa idade acabam de receber a terceira dose da vacina, ficando minimamente protegidos.

 

Nos bebés, a doença, que praticamente tinha desaparecido, pode provocar complicações como dificuldades respiratórias e pneumonias, podendo ser fatal.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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