Casas mais baratas e saudáveis

Inventor propõem habitações de cannabis, limão e areia

10 junho 2003
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Casas feitas com uma fibra retirada da planta Cannabis sativa, a mesma da qual é extraída a “erva” fumada, podem resolver o problema habitacional na África do Sul, segundo o inventor sul-africano Andre du Plessis.
 

 

Na África do Sul, milhões de pessoas vivem em barracas ou casas degradadas, com péssimas condições de habitabilidade, e poderiam beneficiar desta solução, garante o inventor.
 

 

Segundo Du Plessis, as casas de cânhamo (como é chamada a planta) poderiam solucionar a crise da habitação na África do Sul por serem bem mais resistentes e baratas do que as construídas com materiais convencionais.
 

 

Du Pleiss conta já ter construído um protótipo com 50 centímetros de altura. «Mas, por enquanto, ainda não obtive os recursos para construir um modelo de tamanho normal», disse à BBC o inventor.
 

 

Desde que Du Plessis começou a estudar as vantagens das casas de cânhamo, muitas pessoas começaram a dizer, em tom de brincadeira, que caso uma destas casas pegue fogo haveria mais pessoas a correr na direcção às chamas do que a fugir delas.
 

 

Mas Du Plessis disse em entrevista à BBC que se uma dessas casas pegasse fogo, o fumo que esta libertaria não teria o efeito provocado pela cannabis fumada. Por isso, disse o inventor em tom de brincadeira, também não haveria razões para alguém arrancar pedaços da casa para fumá-los.
 

 

De acordo com o inventor, a fibra extraída da planta de Cannabis seria misturada com areia e limão. «É um material que parece cimento – cuja cor oscila entre o cinza e o castanho». E acrescenta ainda que os componentes da casa também não teriam cheiro de cannabis.
 

 

De acordo com du Plessis, o cimento feito de cânhamo é seis vezes mais resistente e barato do que o convencional.
 

Mas, segundo o investigador, o governo sul-africano ainda não mostrou interesse pela ideia. O inventor disse que mandou entre 30 e 40 cartas propondo o projecto, mas que foi rejeitado pelas autoridades sul-africanas. «É frustrante quando se propõe alguma coisa que só pode vir a ajudar a África do Sul. Não estou a fazer tudo isto para visar o meu lucro pessoal.»
 

 

Du Plessis argumenta ainda que as novas construções gerariam diversos empregos, graças às plantações de cannabis e de limão e dos vários carregamentos de areia que seriam empregados. O custo aproximado, conta o investigador, seria de aproximadamente 15 mil rand (cerca de 1 600 euros) para cada casa de 82 metros quadrados.
 

 

Traduzido e adaptado por:
 

Paula Pedro Martins
 

MNI-Médicos Na Internet
 

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