Casais partilham as mesmas doenças

Além das bactérias e vírus, homem e mulher podem sofrer do mesmo mal

22 setembro 2002
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Todos sabemos que a vida de um casal não é composta só de coisas boas. Mas pode achar estranho que além de partilhar os sabores e dissabores do amor, os casais também partilham doenças.
 

 

Segundo um estudo inglês, a pura verdade é que os casais tendem a sofrer das mesmas doenças, mesmo aquelas que não são infecciosas.
 

 

Na opinião dos cientistas isto deve-se ao facto dos casais partilham os mesmos ambientes. Mas, para os investigadores da Universidade de Nottingham esta descoberta pode afectar muito mais do que a transmissão de vírus e bactérias entre os dois membros do casal.
 

 

Tudo aconteceu quando os investigadores começaram a analisar as razões pelas quais um grande número de casais recorriam às mesmas clínicas apresentando o mesmo tipo de sintomas: tensão alta.
 

 

Os médicos decidiram, então, investigar se o padrão também era verificado em outras situações e doenças. Os investigadores procuraram descobrir se pessoas cujos companheiros sofriam de depressão ou asma também apresentavam mais propensão para sofrer das mesmas doenças.
 

 

Foram analisados mais de oito mil casais entre 30 anos e 74 anos. Depois de se tomar conhecimento da faixa etária, peso e se as pessoas eram fumadoras ou não, os cientistas descobriram que os parceiros de asmáticos ou de portadores de depressão e úlcera péptica tinham 70 por cento de probabilidades em desenvolver as mesmas doenças.
 

 

Também os cônjuges de pessoas que sofriam de colesterol alto apresentaram maior propensão a sofrer da mesma doença.
 

No caso do colesterol e tesão arterial altos, segundo aponta o estudo, poderiam estar relacionados com a dieta e o nível de exercícios de um determinado casal. Mas não é tudo. Os males são partilhados porque o casal tende a partilhar a mesma atitude com relação à prevenção e ao tratamento de doenças.
 

 

Parar de fumar
 

 

Enquanto as doenças podem apoderar-se da vida de um casal, o melhor mesmo é partilhar melhores hábitos de vida.
 

Segundo um estudo norte-americano, os casais que param de fumar juntos têm mais probabilidade de sucesso.
 

 

Investigadores verificaram que fumadores de meia-idade casados com outro fumador - que geralmente estão entre os menos dispostos a abandonar o hábito - são mais propensos a parar quando a tentativa é feita pelo casal.
 

 

Estudos anteriores reforçaram a importância do apoio do parceiro durante uma tentativa de parar de fumar. O novo estudo demonstrou que, para homens e mulheres, a companhia do parceiro na momento em que decide deixar de fumar pode aumentar a possibilidade de sucesso, independentemente de outros factores que afectam as probabilidades do fumador abandonar o vício, tais como idade, rendimentos e escolaridade.
 

 

Paula Pedro Martins
 

MNI-Médicos Na Internet
 

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