Casais com a doença dos pezinhos podem ter filhos sem problemas

Diagnóstico inovador permite detectar patologia no embrião antes do implante

23 setembro 2003
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Para os casais que sofrem da doença dos pezinhos, a decisão de ter filhos é das mais penosas da sua vida. As estatísticas dizem que há 50 por cento de possibilidades de transmitir o gene responsável por essa patologia incurável e altamente debilitante ao filho. Agora, através de uma técnica inovadora associada à fertilização in vitro, já é possível diagnosticar se o embrião é ou não portador da doença e, só depois, transferi-lo para a mãe.
 

 

Neste momento, uma jovem minhota, portadora de paramiloidose ainda na fase assintomática, está grávida de 16 semanas. É uma gravidez gemelar e está a decorrer dentro da normalidade. É o primeiro caso bem sucedido da aplicação do diagnóstico genético pré-implantatório para despiste da doença. Para trás, ficaram dois anos de muitos testes e várias tentativas até à concretização da gravidez.
 

 

Essa técnica resulta de uma parceria entre uma clínica privada do Porto – o Centro de Estudos de Infertilidade e Esterilidade – e o Centro de Estudo de Paramiloidose, um organismo especializado na investigação da doença que os portugueses espalharam pelo Mundo. O biólogo Vasco Almeida foi o primeiro a fazer uma fertilização e depois retirar ao embrião, na altura em que estava com oito a 12 células, duas células para serem submetidas a rigorosos exames laboratoriais. O objectivo é despistar a presença do gene com a mutação da paramiloidose. Se o embrião for normal, o passo seguinte é implantá-lo na mãe.
 

 

Fonte: Jornal de Notícias
 

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