Casados são mais atraentes

Estudo caracteriza quem fica solteiro como pessoas egoístas, invejosas e tímidas

13 setembro 2001
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Ser casado não é sinónimo de falta de charme ou poder de atracção. Muito pelo contrário. Segundo um estudo norte-americano, os solteiros são considerados menos interessantes, felizes, atraentes e carinhosos do que os casados, além de serem rotulados como mais egoístas, invejosos e tímidos.
 

 

Embora seja uma ideia que passe pela cabeça de muita gente, o assunto nunca é comentado. "Esta questão é comum a muitos outros grupos de estereótipos. Por tal, não se pode assumir que todos os solteiros são egoístas, invejosos e tímidos. E há muitas pessoas casadas que são infelizes”, comentou a autora do estudo, Wendy Morris, psicóloga da Universidade da Virgínia, EUA.
 

 

Os 55 voluntários do estudo foram recrutados na universidade a quem lhes foi pedido para classificarem solteiros e casados com idades entre os 25 e 40 anos. Sem nenhuma particularização dos dois grupos, foi-lhes também solicitado que classificassem os dois estados civis segundo uma série de parâmetros, como felicidade, timidez e independência.
 

 

Quando as pessoas hipotéticas foram descritas como tendo 40 anos em vez de 25 anos, os alunos tendiam a classificar os solteiros de forma menos favorável do que os casados.
 

 

Os resultados parecem não ser muito favoráveis a quem tem mais de 40 anos e procura matrimónio. Para os estudantes, os casados são significativamente mais felizes, atraentes, carinhosos, seguros e confortáveis com proximidade emocional. Ao invés, os solteiros são, aos olhos dos mais novos, solitários, tímidos, egoístas, invejosos e com medo da rejeição.
 

 

 

Pelo carácter das respostas, estas conclusões podem ser até um pouco duvidosas. Nas categorias como independência e sucesso profissional, os solteiros encontram-se no topo da lista, segundo os resultados do estudo.
 

 

No entanto, e segundo a autora do estudo, em muitos casos os casados são promovidos profissionalmente em função do seu estado civil.
 

 

Não duvidando da integridade dos resultados, o estudo fica menos sério quando o co-autor da investigação, Bella DePaulo, professor da Universidade da Califórnia, afirma que "estas percepções são ou extremamente exageradas ou completamente erradas".
 

 

Paula Pedro Martins
 

 

MNI - Médicos Na Internet
 

 

Fonte: Reuters
 

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