Casa Acreditar vai acolher familiares de crianças com cancro ainda este ano

Declarações da diretora-geral da Associação Acreditar

17 novembro 2016
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A Casa do Porto, em final de construção, deverá acolher familiares de crianças com cancro ainda este ano, embora a inauguração oficial esteja marcada para 15 fevereiro de 2017, referiu a diretora-geral da Associação Acreditar.
 

Margarida Cruz explicou à agência Lusa que foi escolhida aquela data para a inauguração por se assinalar o Dia Internacional da Criança com Cancro, mas as primeiras famílias poderão usufruir gratuitamente das instalações “dentro de pouco tempo”.
 

A Casa Acreditar, situada num terreno do Instituto Português de Oncologia (IPO) do Porto, cedido à Associação de Pais e Amigos de Crianças com Cancro pelo Ministério da Saúde, terá 16 quartos e, ao longo do ano, ajudará cerca de 80 famílias que têm de se deslocar para acompanhar as suas crianças durante os tratamentos.
 

As famílias deslocadas das crianças com cancro, que estão em tratamento no IPO ou no Hospital de São João, poderão permanecer na Casa Acreditar pelo tempo que for necessário, possibilitando-lhes, assim, uma vida “o mais próximo da normalidade possível”.
 

Margarida Cruz referiu que a casa "está praticamente pronta", faltando apenas o equipamento e mobiliário necessários ao seu funcionamento, assim como parte da verba necessária à aquisição dos mesmos.
 

“É também por isso que hoje lançamos o Movimento Acreditar, que se prolongará até 15 de fevereiro”, disse.
 

Através de “um gesto de confiança” (cair de costas para os braços de alguém), pretende-se divulgar o trabalho da associação, mas também sensibilizar as empresas e particulares para que ajudem financeiramente a Acreditar.
 

De acordo com Margarida Cruz, a associação faz “estudos de avaliação de impacto social” das casas e tem verificado que “cada euro investido numa Casa Acreditar resulta em 8,9 euros de retorno social”.
 

“É todo o dinheiro que as famílias e os hospitais deixam de gastar, nomeadamente em determinado tipo de internamento social ou prolongamento de internamento. Essas são poupanças que conseguimos com as nossas casas, sem ter em conta, por ser difícil contabilizar, o impacto emocional que tem nas famílias”, conclui.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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