Cartilagem produzida a partir de células estaminais embrionárias

Estudo publicado na “Stem Cells Translational Medicine”

06 março 2015
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Um novo procedimento ou protocolo para a utilização de células estaminais embrionárias humanas permitiu a uma equipa de investigadores britânicos produzir cartilagem a partir daquele tipo de células em ratos.
 
Conduzido por investigadores da Universidade de Manchester, Reino Unido, liderados por Sue Kimber, docente na Faculdade de Ciências da Vida daquela universidade, este desenvolvimento representa um passo importante no tratamento da osteoartrite, uma dolorosa doença das articulações. 
 
Esta doença degenerativa afeta indivíduos com mais de 60 anos e é incapacitante. A osteoartrite é provocada pelo desgaste da cartilagem nos ligamentos dos joelhos, dedos, ancas e parte inferior da coluna. A Organização Mundial de Saúde calcula que 18% das mulheres e 9,6% dos homens com mais de 60 anos de idade, em todo o mundo, sofram de osteoartrite sintomática.
 
“Este trabalho representa um importante passo no tratamento da cartilagem danificada através da utilização de células estaminais embrionárias para formar novo tecido, embora isto ainda esteja nas etapas iniciais”, comenta a autora principal do estudo. 
 
Os condrócitos, as células do tecido cartilaginoso, são formados a partir de células precursoras denominadas condroprogenitoras. O novo protocolo foi utilizado para criar células condroprogenitoras a partir de células estaminais embrionárias humanas. As células precursoras cartilaginosas foram posteriormente implantadas nas articulações dos joelhos de ratos. 
 
Quatro semanas mais tarde a cartilagem encontrava-se parcialmente reparada. Doze semanas mais tarde, a superfície cartilaginosa encontrava-se lisa e com um aspeto idêntico à cartilagem normal. Mais tarde, foi observado que as células cartilaginosas originárias das células estaminais embrionárias encontravam-se ainda presentes e ativas no tecido regenerado.
 
Para além da obtenção de tecido cartilaginoso saudável não se observou qualquer efeito adverso. Nos primórdios dos estudos das células estaminais, observou-se o crescimento de tecido anormal ou desorganizado de tumores.
 
São necessários ainda muitos estudos até ser possível testar o novo desenvolvimento em humanos. No entanto, este estudo é muito promissor já que os tratamentos atuais para a osteoartrite apenas tratam a dor, não existindo tratamentos eficazes que possam atrasar ou substituir a degeneração da cartilagem. A substituição de ligamentos é apenas eficaz nos mais idosos e não se aplica a atletas e mais jovens.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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