Cartilagem: descoberta nova forma de regenerar

Estudo publicado nos “Proceedings of the National Academy of Sciences”

16 janeiro 2014
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A cartilagem é extremamente difícil de reparar ou fazer crescer, mas agora investigadores americanos descobriram uma forma de regenerar o tecido conjuntivo, refere um estudo publicado “Proceedings of the National Academy of Sciences”.
 

A cartilagem articular é o tecido que recobre as articulações, nomeadamente da anca, joelhos e ombros, e que fornece um amortecimento e suavidade aos movimentos. Tal como os ossos e os músculos, a cartilagem necessita de atividade física para se manter forte e saudável.
 

Quando as articulações são submetidas a forças anormais, estas podem causar vários problemas que conduzem à dor e à perda de mobilidade. Na verdade, a sobrecarga das articulações através do seu uso excessivo ou danos pode levar ao desgaste das cartilagens. Esta deterioração da cartilagem torna as articulações mais propensas ao aparecimento da osteoartrite, uma doença degenerativa e debilitante.
 

Até há pouco tempo, os investigadores não sabiam como a cartilagem convertia a carga mecânica em sinais dos canais iónicos que promovem o crescimento. Assim, a compreensão de como a cartilagem deteta a carga mecânica poderia ajudar os investigadores a encontrar formas de impedir ou tratar com eficácia as doenças articulares.
 

Neste estudo, os investigadores da Universidade de Duke, nos EUA, analisaram as células da cartilagem articular tendo-se focado num canal iónico, o TRPV4, que está presente nas células da cartilagem e que pode ser ativado durante a carga mecânica.
 

Quando os investigadores, liderados por Christopher O'Conor, “exercitaram” as células da cartilagem através da utilização de uma carga mecânica, as células detetaram a carga e a cartilagem cresceu. Por outro lado, quando bloquearam o TRPV4, a cartilagem não cresceu e os efeitos da carga mecânica desapareceram.
 

Posteriormente a carga mecânica foi substituída por um produto químico capaz de ativar o TRPV4. Foi observado que o crescimento da cartilagem foi ainda maior do que aquele conseguido com na presença da força mecânica. Estes resultados sugerem que este canal iónico é responsável por detetar a força mecânica na cartilagem.
 

Agora que sabem que a ativação do TRPV4 pode simular os efeitos conseguidos através da estimulação mecânica, os investigadores procuram  formas de aproveitar este potencial para impedir a degeneração das cartilagens e o desenvolvimento de doenças articulares.

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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