Carteiras das mulheres podem ser prejudiciais para coluna

Alerta da associação Spine Matters

11 janeiro 2016
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A má distribuição do peso, devido ao formato, e ao conteúdo transportado são dois dos principais fatores a contribuir para uma carga exagerada e prejudicial para a coluna na mala das mulheres, alerta a associação Spine Matters.
 

Esta associação lembra a importância de uma seleção regular do que se traz na mala, mas também de uma escolha mais atenta das suas caraterísticas no momento da compra.
 

“As alças largas, mais almofadadas e com a opção de transporte na diagonal são características que vemos presentes nas mochilas usadas na escola, no entanto as carteiras das mulheres falham em todos os requisitos importantes para evitar problemas associados à coluna”, refere um comunicado de imprensa enviado à ALERT.
 

Apesar de as clutches resolverem a última questão, por serem malas mais pequenas mas com uma alça longa que permite uma utilização conforme pretendido. Contudo, habitualmente a alça é demasiado fina e, por vezes, em materiais completamente desaconselhados, como as correntes.
 

O fundador da associação Spine Matters, Luís Teixeira, refere que o transporte permanente de mais de 5% do peso corporal é o responsável pelas dores de costas de grande parte das portuguesas: “É fundamental que seja feita uma ‘limpeza’ regular do conteúdo transportado. Popularmente, costumamos brincar com a quantidade de objetos que cabem numa mala de mulher. No entanto, este é um ponto importante. Às vezes, algo tão simples quanto remover as moedas espalhadas poderá fazer a diferença, tal como a opção por produtos de maquilhagem mais pequenos, livros de bolso em vez dos de tamanho regular e o transporte de comida numa bolsa à parte”, explica.
 

Apesar de as dores nem sempre estarem associadas à má utilização da mala, quando persistentes ou transformadas em rigidez ou formigueiros, é fundamental consultar um especialista.
 

O médico ortopedista e especialista em patologia da coluna deixa assim alguns conselhos que incluem reduzir o peso da carteira, fazer um check-up diário à mala ou seja colocar aquilo que é realmente necessário para o dia-a-dia, dar preferência a malas mais pequenas, trocar de ombro frequentemente, optar por alças confortáveis, distribuir melhor o peso e não acumular tudo numa só carteira.
 

Por último Luís Teixeira refere que a prática de exercício físico pode ajudar a fortalecer os ombros como yoga, pilates ou exercícios com pesos leves. De vez em quando, “pode caminhar sem mala para equilibrar o seu andar natural, por exemplo quando sair para almoçar, ou ao fim-de-semana pode deixar a carteira de lado e caminhar com os braços soltos no seu balanço natural”, acrescentou.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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