Cartão da Pessoa com Doença Rara

Auxilia pacientes nas urgências

06 março 2014
  |  Partilhar:

A Direção-Geral da Saúde (DGS) em cooperação com os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde SPMS desenvolveu um cartão de saúde para pessoas com doenças raras que contém informação clínica essencial para que, em situação de emergência, os médicos saibam que procedimentos adotar sem as pôr em risco.
 

A notícia avançada pela agência Lusa refere que o Cartão da Pessoa com Doença Rara (CPDR) transmite a informação clínica mínima essencial, servindo de proteção e segurança clínica dos doentes e simultaneamente de auxílio na boa prática clínica da equipa terapêutica que os atende em situação de emergência ou urgência.
 

A necessidade de criar um cartão deste tipo surgiu da avaliação do “elevado risco a que se submetem as pessoas com doença rara, quando acorrem a um serviço de urgência, por natural e geral desconhecimento dos clínicos sobre os cuidados e terapêuticas a que se podem submeter estes doentes, devido à raridade ou extrema raridade de muitas destas doenças”.
 

A disponibilidade da requisição do CPDR em formato eletrónico permite maior rapidez e eficácia na emissão do cartão, disse uma fonte do gabinete do Ministério da Saúde.
 

O Cartão da Pessoa com Doença Rara tem como objetivo assegurar que os diferentes profissionais têm acesso a informação sobre a doença, sobre a situação clínica do doente e sobre recomendações de atuação específica de urgência. Outro objetivo do cartão é melhorar a continuidade de cuidados, evitando a demora, o erro, intervenções nefastas e possibilitando o rápido contacto com o médico assistente do doente, devidamente identificado no Cartão.
 

De forma a obter o CPDR, o doente terá de o solicitar junto dos médicos de hospitais públicos, designadamente naqueles onde é seguido habitualmente.
 

O processo implica que o médico aceda à Plataforma de Dados de Saúde e esteja habilitado pela sua direção clínica para o efeito e que o utente esteja inscrito no Portal do Utente. Sempre que exista alteração clínica que o justifique, será reiniciado o processo de emissão de novo cartão, sendo anulado o anterior com a respetiva informação.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 1 Comentar

Trombocitemia essencial é a minha doença

Como doente com doença rara já tinha feito o pedido de um cartão no Hospital onde sou acompanhado. Para o substituir fiz um, em papel, no computador, que trago sempre comigo na carteira com todos os dados essenciais. Esta iniciativa é muito importante para nós, pelas razões expostas no artigo acima.

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.