Carnitina tem propriedades neuroprotectoras

Estudo publicado na revista “Neuroscience”

12 novembro 2008
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Um estudo realizado por uma equipa luso-americana e publicado na revista “Neuroscience”, confirmou as propriedades neuroprotectoras da carnitina.
 

 

A carnitina, componente natural do organismo humano, é uma molécula composta por aminoácidos que circula no sangue com a função de transportar e mobilizar os ácidos gordos dentro do nosso organismo. Por ter esta característica e por ser absorvida com relativa facilidade através do intestino, é adicionada com frequência a alimentos (bolachas integrais) e bebidas (águas minerais aromatizadas).
 

 

O trabalho de colaboração entre investigadores portugueses e americanos inclui, entre outros, Teresa Summavielle, Ema Alves, Félix Carvalho, da Universidade do Porto e Zbigniew Binienda, da Food and Drug Adminstration (FDA) dos EUA. Financiado pela Fundação Calouste Gulbenkian, o projecto resultou numa investigação efectuada por esta equipa destinada a estudar as lesões cerebrais provocadas pelo uso de ecstasy (MDMA).
 

 

O artigo explica que a presença da ecstasy no cérebro leva a uma acumulação de radicais livres altamente reactivos, com a consequente deterioração das mitocôndrias, principal organelo dos neurónios a ser afectado pelo consumo de ecstasy.
 

 

Segundo os autores do trabalho, a administração de carnitina ajuda a manter a integridade das mitocôndrias e preserva a funcionalidade dos neurónios. Contudo, os mecanismos pelos quais a carnitina consegue proteger as mitocôndrias não são ainda bem conhecidos e continuam a ser estudados por estes investigadores.
 

 

Fonte: Lusa
 

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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