Carne vermelha bem passada dobra risco de cancro na bexiga

Estudo da University of Texas

03 maio 2010
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O consumo frequente de carne, especialmente da carne vermelha e bem passada, aumenta o risco de cancro na bexiga, alerta um estudo da University of Texas, nos EUA, apresentado no encontro anual da American Association for Cancer Research.

 

Vários estudos têm confirmado que fritar e grelhar a carne até ficar bem passada desencadeia a formação de químicos que podem provocar cancro. Os compostos químicos formados neste processo e responsáveis pelo risco de cancro designam-se amino-heterocíclicos.

 

Neste estudo foram acompanhados, ao longo de 12 anos, 884 pacientes com cancro da bexiga e 878 pessoas saudáveis. Os investigadores analisaram o DNA de todos os participantes com o objectivo de verificar se estes apresentavam variações genéticas nas vias do metabolismo dos amino-heterocíclicos que pudessem contribuir para o aumento do risco de desenvolvimento de cancro.

 

Os resultados revelaram que o consumo de alimentos com alta concentração de amino-heterocíclicos aumentava, em cinco vezes, a probabilidade de desenvolver a doença caso as pessoas apresentassem algumas variantes genéticas (sete ou mais genótipos − conjunto dos genes − desfavoráveis).

 

Em pessoas que não apresentavam variações genéticas, o risco de apresentarem cancro na bexiga aumentava duas vezes em relação às que comiam pouca carne e/ou mal passada.
 

Além das carnes vermelhas, o estudo também constatou que mesmo o consumo de frango e peixe − quando estes alimentos são preparados em óleo quente – aumenta significativamente o risco da doença.

 

“Este estudo reforça a relação entre a dieta e o cancro”, afirma Eurekalert Xifeng Wu, líder da investigação, reiterando que os “resultados suportam fortemente o que já suspeitávamos: que as pessoas que comem muita carne vermelha, bem passada, frita ou assada, parecem ter uma maior probabilidade de ter cancro na bexiga. Isso é agravado quando certos genótipos desfavoráveis actuam na via de metabolismo das amino-heterocíclicos”.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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