Carne vermelha aumenta risco de cancro

Frutas, cereais e vegetais diminuem risco da doença

01 junho 2005
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As pessoas que preferem uma dieta rica em carne têm mais do triplo do risco médio de desenvolver cancro no esófago e o dobro de probabilidades de apresentar o problema no estômago, informaram investigadores norte-americanos.
 

 

A investigação é mais uma a relacionar a carne, principalmente a vermelha, a certos tipos de cancro. O cancro no cólon tem sido o mais fortemente ligado a uma dieta com grande quantidade de carne vermelha.
 

 

O estudo feito com moradores do Nebraska, EUA, revelou que aqueles que comiam carne tinham um risco 3,6 vezes maior de ter cancro no esófago e o dobro da probabilidade de desenvolver o de estômago, quando comparados àqueles que os investigadores consideraram ter uma dieta alimentar saudável.
 

 

As pessoas que consomem muitos derivados do leite, e que também tendem a comer muita carne, tinham duas vezes mais possibilidades de ter ambos os tipos de cancro, relataram os investigadores na revista American Journal of Clinical Nutrition. Mary Ward, Honglei Chen e sua equipa do Instituto Nacional de Cancro dos EUA, da Universidade Tufts de Boston, e de outras instituições entrevistaram 124 pacientes com cancro no estômago, 124 com a doença no esófago e 449 que não tinham cancro.
 

 

Aos pacientes foi-lhes perguntado sobre os hábitos alimentares. E, segundo as respostas, foram dividas de acordo com as suas dietas: saudável, muita carne, muito leite, refeições salgadas, muito doce e muito pão.
 

 

A dieta saudável foi caracterizada pela alta quantidade de frutas, verduras e grãos integrais e, geralmente, estava de acordo com as recomendações do governo norte-americano de cinco porções de frutas e vegetais, mais de dez de grãos, pães e massas e apenas duas ou três porções pequenas de carne diariamente.
 

 

O grupo de alimentação saudável-- 21 por cento dos sobreviventes-- também ingeria as menores quantidades de calorias. «Diferente desse padrão saudável de dieta, o regime com muita carne incluía uma maior ingestão de carne e uma menor de frutas, pães e cereais», escreveram os cientistas.
 

 

Traduzido e adaptado por:
 

Paula Pedro Martins
 

Jornalista
 

MNI-Médicos Na Internet
 

 

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