Carne processada aumenta risco de morte prematura

Estudo publicado na revista “BMC Medicine”

12 março 2013
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Um estudo internacional publicado na revista “BMC Medicine” sugere que o consumo de elevadas quantidades de carne processada está associado ao desenvolvimento de cancro, doenças cardiovasculares e morte prematura.

 

O estudo refere que uma das dificuldades inerentes à medição dos efeitos da ingestão de carne é o estilo de vida adotado pela população. Habitualmente, os vegetarianos têm um estilo de vida mais saudável do que a restante população. Estes indivíduos são menos propensos a fumar, têm um peso corporal mais baixo, e praticam, regra geral, mais exercício físico. Assim, só com um estudo de grandes dimensões se consegue apurar eficazmente as consequência que a ingestão de carne processada poderá ter na saúde.

 

Neste sentido, o estudo realizado pelo European Prospective Investigation into Cancer and Nutrition, envolveu dez países e 23 centros europeus e perto de meio milhão de pessoas. Os investigadores constataram que de um modo geral o consumo de carne processada estava associado a outras escolhas pouco saudáveis. Os homens e mulheres que consumiam elevadas quantidades deste tipo de carne também ingeriam menos frutas e vegetais e eram propensos a fumar. Os homens que adotavam uma dieta rica em carne fumada também tendiam a ter um consumo de álcool elevado.

 

Os investigadores, liderados por Sabine Rohrmann da University of Zurich, na Suiça, verificaram que o risco de morte prematura aumentava com a quantidade de carne processada ingerida. O estudo apurou que um alto consumo deste tipo de carne aumentava em 72% o risco de morte por doença cardíaca e em 11% o risco de se morrer de cancro. Esta associação manteve-se mesmo após os investigadores terem tido em conta outros fatores que poderiam influenciar os resultados.

 

Contudo, o consumo de pequenas quantidades de carne vermelha parecia ser benéfica, o que pode ser justificado, segundo os investigadores, pela presença de nutrientes e vitaminas neste tipo de carne.

 

Sabine Rohrmann, estima que “se poderiam evitar cerca de três por cento de mortes prematuras anualmente se as pessoas consumissem menos de 20 gramas por dia de carne processada”.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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