Carnaval no Brasil: «Sem camisinha, nem pensar»

Campanha contra a Sida tem como alvo jovens e homens

11 fevereiro 2002
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Se há local no mundo onde se vive o verdadeiro Carnaval, o Brasil nunca poderia ficar fora do mapa. Este ano, e à semelhança de anos anteriores, o Rio de Janeiro é palco de um festival de cor, luz, música, dança e muita alegria. Mas se o Carnaval são apenas três dias no ano, na quarta-feira de cinzas o mundo volta todo ao normal e para trás ficam os desfiles de fantasia, danças e muita bebedeira. Mas os problemas podem não ser apagados pela a alegria carnavalesca. É que nesta época de todos os exageros o sexo desprotegido, a violência ou os excessos de álcool podem deixar marcas para o futuro.
 

 

Por isso, o Ministério da Saúde do Brasil começou, na semana passada, uma campanha de prevenção contra a Sida para o Carnaval deste ano. O alvo principal é, mais uma vez, os homens e os mais jovens. No filme televisivo, difundido pelo canal público brasileiro, a uma das actrizes mais famosas do país, Cláudia Jimenez, encarna o papel da "consciência pesada" de um rapaz que chega de um baile bêbado depois de ter feito sexo sem usar preservativo.
 

 

"É uma campanha bem-humorada dirigida aos jovens que correm o risco de beber em excesso e fazer sexo em demasia. É também especialmente direccionada aos homens, porque lhes cabe a maior responsabilidade pela decisão de usar preservativo", afirmou o secretário do ministério, Barjas Negri.
 

 

A campanha começou a ser veiculada pela rádio e TV e também foram feitos cartazes, leques e postais com o lema da campanha, "Sem camisinha nem pensar".
 

 

Durante o Carnaval, o governo federal vai distribuir 8 milhões de preservativos através de organizações não-governamentais (ONGs), das secretarias de saúde e de postos especiais montados nos locais de concentração de pessoas.
 

 

Este é o segundo ano consecutivo que o Ministério da Saúde brasileiro mantém não só o tom cómico das campanhas, mas também a insistência em consciencializar os homens. Tudo porque a transmissão do vírus da Sida tem vindo a aumentar junto da comunidade heterossexual do país. No ano passado, essa forma de contaminação chegou a representar 52 por cento de todos os novos casos registados no país.
 

 

Paula Pedro Martins
 

MNI-Médicos Na Internet
 

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