Carícias e afecto podem ser as chaves de uma relação longa e feliz

Estudo publicado nos “Archives of Sexual Behavior”

11 julho 2011
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As carícias e demonstrações de afecto ajudam a melhorar a satisfação nas relações longas, segundo um novo realizado com casais com mais de 40 anos, publicado nos “Archives of Sexual Behavior”.

 

O estudo também descobriu que o carinho é mais importante para os homens do que para as mulheres. Os homens são mais propensos a relatar felicidade na sua relação e as mulheres mais inclinadas a estar satisfeitas com as relações sexuais, apontaram os investigadores do Instituto Kinsey da Universidade de Indiana, EUA.

 

A investigação incluiu mais de mil casais dos EUA, Brasil, Alemanha, Japão e Espanha, que estavam juntos, em média, há 25 anos. Os participantes tinham entre os 40 e os 70 anos.
Os homens eram mais propensos a sentir-se felizes na relação se estivessem de boa saúde e se, para eles, fosse importante que a sua companheira atingisse o orgasmo durante as relações sexuais. Nos homens, os beijos e as carícias frequentes também influenciavam a felicidade na relação, mas o mesmo não foi registado nas mulheres.

 

Tanto homens como mulheres eram mais felizes há quanto mais tempo estivessem juntos e se tivessem níveis mais elevados de funcionamento sexual, de acordo com o estudo.
Os japoneses (homens e mulheres) foram significativamente mais felizes nos seus relacionamentos do que os norte-americanos, que eram mais felizes do que os brasileiros e os espanhóis, segundo explicou, em comunicado de imprensa, Julia Heiman, directora do Instituto Kinsey.

 

A satisfação sexual das mulheres e homens foi associada com os beijos e carícias frequentes, as carícias sexuais dos seus parceiros, um bom desempenho sexual e relações sexuais frequentes. O relatório indicou que para os homens, um maior número de parceiras sexuais durante a vida significava menor satisfação sexual.

 

Nas mulheres, a satisfação sexual aumentou ao longo do tempo. As que estavam com o seu parceiro há menos de 15 anos eram menos propensas a sentirem-se sexualmente satisfeitas, mas a satisfação sexual aumentou significativamente após os 15 anos.

 

"Possivelmente as mulheres estão mais satisfeitas à medida que o tempo passa, porque as suas expectativas mudam, ou porque a vida muda quando os filhos crescem," explicou Heiman num comunicado de imprensa da universidade.

 

Um outro dado curioso reside no facto de os homens japoneses relatarem 2,61 vezes mais satisfação sexual do que os norte-americanos, enquanto as mulheres japonesas e brasileiras estavam mais satisfeitas sexualmente do que as norte-americanas. Um exemplo, segundo o estudo, de que a satisfação "com a relação sexual pode não pode ser igual para todos os casais, nem em todas as culturas”.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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