Carências nos cuidados primários identificadas

Governo avança já com algumas medidas

05 agosto 2009
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As carências ao nível dos cuidados de saúde primários e de acesso a médico de família já foram identificadas pelo actual governo, revela o Ministério da Saúde em reacção a um relatório do Tribunal de Contas (TC) sobre o acesso aos cuidados de saúde e ao Serviço Nacional de Saúde (SNS).

 

De acordo com o Ministério da Saúde algumas medidas já foram avançadas, de entre as quais: o aumento do número de vagas para o internato de medicina geral e familiar e nos cursos de medicina para o próximo ano lectivo, a criação de um novo curso de medicina na Universidade do Algarve e celebração de protocolos com outros países que permitam a vinda de médicos de outros países para exercerem temporariamente a sua actividade em Portugal.

 

O relatório sobre os portugueses sem médico de família foi também alvo de crítica por parte do Ministério da Saúde, o qual considera que existem “vários erros factuais, nomeadamente quanto ao número de utentes do SNS", revela à agência Lusa.

 

No relatório de seguimento às recomendações formuladas na auditoria ao "Acesso aos Cuidados de Saúde no Serviço Nacional de Saúde (SNS)”, o TC recomendou ao governo "medidas activas" para resolver a curto prazo os casos de utentes sem médico de família, que aumentaram entre 2006 e 2008. O Ministério da Saúde revela que a criação das Unidades de Saúde Familiar vai permitir resolver este problema.

 

O relatório do TC faz também referência ao facto de não estarem a ser cumpridos os princípios de equidade e universalidade na lista de inscritos para cirurgia.

 

Sobre o acesso à cirurgia, o Ministério da Saúde destaca os dados mais recentes, sublinhando que em Abril deste ano estavam inscritos para cirurgia 175 mil portugueses, revelando que "a mediana de tempo de espera baixou de 6,9 meses, em 2006, para 3,3 meses, em 2009. A média desceu de 10,4 meses, em 2006, para 6 meses, em 2008".

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

 

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