Cardiologistas defendem suporte básico de vida obrigatório nas escolas

Declarações do presidente da Sociedade Portuguesa de Cardiologia

23 dezembro 2016
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Existe atualmente um protocolo com o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) para ser executado nas escolas, dando formação em suporte básico de vida, mas a Sociedade Portuguesa de Cardiologia considera que está aquém do necessário, atingindo uma “percentagem mínima de jovens”.
 
Miguel Mendes, cardiologista e presidente da Sociedade, explicou à agência Lusa que a ideia é que os alunos tenham formação teórica e prática sobre suporte básico de vida nos 9.º e 11.º anos, que deve depois repetir-se no primeiro ano do ensino superior.
 
Para além dos professores de Ciências e Biologia que têm já competência para ministrar a parte teórica, o especialista considera que devem ser envolvido outros docentes, como os de Educação Física, para que possam tornar-se formadores da parte prática de suporte básico de vida.
 
Miguel Mendes considera que, para além das manobras de suporte básico de vida, haja também formação para usar os desfibrilhadores automáticos externos (DAE).
 
A Sociedade Portuguesa de Cardiologia foi ouvida esta semana na comissão parlamentar de Educação, onde alertou para a necessidade de melhorar o protocolo existente para dar formação de suporte básico de vida nas escolas.
 
O cardiologista Miguel Mendes elogia o esforço que tem sido feito pelo INEM, mas lembra que a instituição tem meios limitados, considerando que se deve recorrer a outras escolas de ressuscitação (como as da Cruz Vermelha ou dos bombeiros).
 
As manobras de reanimação ou o suporte básico de vida podem evitar vários casos de morte súbita, mas os especialistas consideram essencial que a generalidade dos cidadãos as aprenda a aplicar. Anualmente morrem em Portugal cerca de 10 mil pessoas por morte súbita.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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