Cardiologia pediátrica: dois centros médico-cirúrgicos seriam suficientes para todo o país

Um centro por cada 5 milhões de habitantes

04 junho 2012
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Dois centros médico-cirúrgicos para cardiologia pediátrica seriam suficientes para todo o país, de acordo com o diretor do departamento de cirurgia cardiotorácica do Hospital de Santa Marta.

 

"Para todo o país seriam suficientes, segundo a recomendação europeia da organização profissional própria (ECHSA), dois centros médico-cirúrgicos para cardiologia pediátrica: um centro por cada 5 milhões de habitantes, mais ainda pela baixa taxa de natalidade" em Portugal, revelou à agência Lusa José Fragata, a propósito da notícia sobre fusão das cardiologias pediátricas.
O responsável do Hospital de Santa Marta referiu que "se, por razões regionais, tiverem de existir, um centro a Norte e outro no Centro”, Lisboa deveria possuir apenas um equipamento, o que já perfaz três para todo o país, pelo que será necessária a fusão dos serviços de Santa Marta e Santa Cruz.

 

José Fragata revelou que terá "vantagens económicas e de concentração de experiências", sublinhando que a adoção de medidas de fusão, nesta especialidade, foi já aplicada em países como a Suécia ou Holanda.

 

Para o responsável é, no entanto essencial definir o perfil de articulações e de proximidades do "centro único" a criar.

 

"Um centro de cardiologia pediátrica médico-cirúrgica deve estar em "ambiente pediátrico", ser associado à maternidade, a unidades neonatais, à cirurgia cardíaca, à cardiologia de adultos e à cardiologia que tem experiência no tratamento de cardiopatias congénitas do adulto", sublinhou.

 

A tendência internacional é tratar os doentes com cardiopatia congénita no quadro de uma especialidade numa cardiologia, não exclusivamente pediátrica, mas antes de Doenças Congénitas Cardíacas.

 

"A localização de um centro único deva ser criteriosamente escolhida por quem de direito, para facultar todas as condições logísticas que a boa prática recomenda, e que não se limitam hoje, só, à sua localização num qualquer hospital pediátrico", devendo também ser ponderado o custo do investimento em toda uma nova logística própria - unidade de cuidados intensivos devotada, espaço de internamento, camas cirúrgicas, laboratório de hemodinâmica e blocos operatórios", acrescentou.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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