Cannabis continua a ser a droga mais consumida na Europa

Dados de um relatório europeu

05 junho 2015
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Na Europa ocorreu um declínio no que respeita ao consumo de heroína, houve melhoria no tratamento da hepatite, menos casos de sida, a “elevada prevalência” da cannabis e o aumento de drogas sintéticas, dá conta o Relatório Europeu sobre Drogas 2015: Tendências e Evoluções.

 

O relatório da responsabilidade da agência da União Europeia (UE) de informação sobre droga (European Monitoring Centre for Drugs and Drug Addiction - EMCDDA), com sede em Lisboa, dá conta que houve uma “estagnação geral” da procura de heroína. O número de pessoas que iniciam um tratamento para problemas associados ao consumo diminuiu 23 mil em 2013, em relação a 2007, e estima que mais de metade dos 1,3 milhões de consumidores crónicos dependentes esteja atualmente num tratamento de substituição.

 

O documento, ao qual a agência Lusa teve acesso, refere também que “os dados mais recentes revelam que o número de novos casos de VIH atribuídos ao consumo de droga injetada, que tinha aumentado devido aos surtos ocorridos na Grécia e na Roménia em 2011/2012, estabilizou e que o total de casos da UE diminuiu para os níveis anteriores a esses surtos”.

 

Dados provisórios relativos a 2013, acrescenta, dão conta de 1.458 novos casos de infeções por VIH, em comparação com os 1.974 registados em 2012, invertendo a tendência crescente que se observava desde 2010.

 

O documento refere que com menos viciados em heroína, menos hepatite C e menos VIH, subsiste o “desafio” de combater as overdoses (6.100 na UE, em 2013) e a crescente importância da cannabis nos sistemas de tratamento da toxicodependência na Europa.

 

A cannabis (haxixe ou marijuana) continua a ser a droga ilícita mais consumida na UE, estimando a agência que 19,3 milhões de adultos a consumiram no último ano e que um por cento da população adulta é consumidora diária ou quase diária.
Se o consumo diminuiu ou estabilizou na última década em países como a Alemanha, a Espanha ou o Reino Unido, aumentou no entanto noutros, como a Bulgária, França ou países nórdicos.

 

“A elevada prevalência desta droga reflete-se no número de utentes que iniciaram um tratamento especializado de toxicodependência, sendo que grande parte dos utentes que iniciaram pela primeira vez esse tratamento referiram a cannabis como a principal causa do seu problema”, refere a agência.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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