Cancros agressivos poderão responder a anti-inflamatórios

Estudo publicado na revista “Cell Reports”

02 julho 2014
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Alguns pacientes oncológicos com tumores agressivos poderão beneficiar da toma de fármacos anti-inflamatórios utilizados no tratamento da artrite reumatóide, sugere um estudo publicado na revista “Cell Reports”.
 

Através de estudos realizados em cancro da mama triplo negativos, os investigadores da Escola de Medicina da Universidade de Washington, nos EUA, descobriram que alguns tipos de tumores agressivos estão associados a vias antivirais que parecem estar envolvidas na progressão da inflamação, a qual desempenha um papel importante no cancro, artrite reumatóide e outras doenças inflamatórias.
 

O estudo refere que os tumores que ativam esta via antiviral apresentam sempre alterações em duas proteínas, a p53 e ARF, que são codificadas por genes conhecidos por estarem altamente mutados em vários cancros. Foi verificado que quando estes dois genes estão mutados, os tumores formados são mais agressivos do que se apenas um deles estiver mutado.
 

Neste estudo os investigadores decidiram estudar o cancro da mama triplo negativo uma vez que estes tumores apresentam frequentemente mutações nestes dois genes.
 

O estudo apurou que a maioria dos cancros da mama triplos negativos que não expressam estes dois genes ativava uma via envolvida na resposta imune contra uma infeção viral. “O nível de ativação não é igual ao observado numa verdadeira resposta contra uma infeção viral, mas é maior que o normal”, revelou, em comunicado de imprensa, o líder do estudo, Jason D. Weber.
 

Os investigadores demonstraram também que uma família de proteínas, denominada por JAK, que se encontra nas redondezas da via antiviral controla o crescimento do tumor. “Há inibidores da JAK utilizados no tratamento da artrite reumatóide que estão a ser testados contra outras condições. Os nossos resultados sugerem que estes fármacos anti-inflamatórios podem ser benéficos para tratar pacientes que não expressem o gene ARF e o p53”, conclui o investigador.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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